Equipe de Lula elogia atuação do Centrão na transição de governo

Ciro Nogueira e Arthur Lira deram sinais, logo após a eleição, de que não havia espaço para contestar o resultado das urnas (REUTERS/Carla Carniel)
Ciro Nogueira e Arthur Lira deram sinais, logo após a eleição, de que não havia espaço para contestar o resultado das urnas

(REUTERS/Carla Carniel)

  • Equipe de Lula avalia que Centrão é o principal responsável pelo início da transição de governo;

  • Atitude dos partidos têm sido elogiada pelos interlocutores do petista;

  • Decisões de Lula, por sua vez, também foram vistas com bons olhos pelo Centrão.

A equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o Centrão é o principal responsável pelo início da transição de governo e da transferência de informações do atual mandato para o próximo.

Ao blog do jornalista Valdo Cruz, do portal g1, interlocutores elogiaram a forma responsável com a qual o Centrão tem atuado para garantir a estabilidade do país no pós-eleição.

Nesta quinta-feira (3), o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), realizou a primeira reunião de transição.

Após encontrar senadores para discutir o Orçamento do próximo ano e o presidente Jair Bolsonaro (PL), ele esteve com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. A conversa, segundo ele, “foi bastante proveitosa” e “muito objetiva”.

A avaliação de um interlocutor de Lula é de que se a pasta ainda estivesse sob o comando de um militar, como foi na época de Braga Neto, o clima não seria tão amigável.

Além de Ciro Nogueira, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, está sendo elogiado. Ambos procuraram, logo após a eleição, dar sinais de que não havia espaço para questionar o resultado das urnas.

Lula, por sua vez, também tem recebido elogios do Centrão. Um dos motivos é a decisão de deixar o PT fora da disputa pela presidência da Câmara, o que mostra que ele não tentará interferir na escolha do próximo parlamentar a ocupar o cargo.

Em outras palavras, Lula irá aceitar se Lira for reeleito e respeitará a decisão da maioria que eleger o próximo presidente.