Equipe de Lula quer varredura em computadores da PF contra espiões

Lula ainda não definiu quem ocupará o posto de diretor-geral da PF; antes disso, a equipe do PT quer uma varredura nos computadores contra programas espiões de servidores alinhados ao bolsonarismo. (Foto: Getty Images)
Lula ainda não definiu quem ocupará o posto de diretor-geral da PF; antes disso, a equipe do PT quer uma varredura nos computadores contra programas espiões de servidores alinhados ao bolsonarismo. (Foto: Getty Images)
  • Futuro comando da PF deve realizar varredura nos computadores como uma das primeiras ações;

  • Objetivo é garantir que agentes alinhados ao bolsonarismo não instalaram programas espiões;

  • Medida ajuda a saber se Bolsonaro usou a PF no que chamou de "serviço particular de informações".

O futuro comando da Polícia Federal deve fazer, como uma das primeiras ações, uma varredura nos computadores da instituição para garantir que agentes da PF alinhados ao bolsonarismo não irão monitorar o trabalho da nova equipe por meio de programas espiões.

Segundo um interlocutor do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a medida também pode ajudar a identificar se a PF foi usada para o que o presidente Jair Bolsonaro (PL) chamava de “serviço particular de informações”, composto por agentes de segurança pública. As informações são da coluna de Andreia Sadi, do g1.

Durante o mandato, Bolsonaro nunca escondeu de assessores que gostaria de colocar aliados em postos-chave da Polícia Federal. Em 2020, o atual aliado Sérgio Moro deixou o cargo de ministro da Justiça sob a acusação de que o presidente tentava interferir na PF no Rio de Janeiro.

No cargo de diretor-geral, cinco nomes foram indicados por ele. O de Alexandre Ramagem chegou a ter a posse suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à proximidade dele com o mandatário - o indicado aparecia em uma festa de fim de ano ao lado de Carlos Bolsonaro.

Lula ainda não definiu quem ocupará o posto de diretor-geral, mas um nome possível é o de Andrei Passos, chefe da equipe de segurança do petista durante a eleição. Ele também atuou como coordenador nacional de segurança das Olimpíadas do Rio 2016.

Além disso, o presidente eleito não sabe se manterá o Ministério da Justiça e Segurança Pública unificado, como é atualmente, ou se separará a pasta em duas. Caso a segunda hipótese se confirme, os nomes mais prováveis para comandar os ministérios são: Flávio Dino (PSB), na Segurança Pública, e o jurista Silvio de Almeida, na Justiça.