Equipe de transição de governo terá membros de outros partidos e cerca de 50 nomes

Geraldo Alckmin participou hoje (3) da primeira reunião com integrantes do governo Bolsonaro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Geraldo Alckmin participou hoje (3) da primeira reunião com integrantes do governo Bolsonaro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Equipe de transição de governo contará com integrantes de partidos que apoiaram Lula;

  • Geraldo Alckmin afirmou que irá conversar com o PDT e MDB;

  • Equipe completa deve ser definida até o começo da semana que vem.

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), se reuniu nesta quinta-feira (3) com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para dar início à transição para o governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A primeira reunião sobre o assunto foi feita no Palácio do Planalto, em Brasília.

Alckmin, que foi escolhido para coordenar a equipe de transição, afirmou que o grupo não será formado só por petistas, e sim por membros de outros partidos que apoiaram a candidatura de Lula.

O vice ainda comentou que irá conversar com o MDB de Simone Tebet e o PDT de Ciro Gomes –legendas e ex-presidenciáveis que anunciaram apoio a Lula no segundo turno.

Segundo a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, a equipe de transição contará com cerca de 50 nomes.

A lista completa deve ser finalizada até o começo da próxima semana. A principal preocupação neste momento é reunir uma grande equipe técnica para avaliar a realidade fiscal do país e dimensionar o que pode ou não ser feito a partir de 2023.

Aos jornalistas, Alckmin informou que a primeira reunião sobre o tema “foi bastante proveitosa” e “muito objetiva”.

Mercado espera nome “moderado” para a economia

Integrantes do mercado financeiro especulam que um “petista moderado e político” será o responsável por assumir o Ministério da Economia no próximo governo de Lula – pasta que deve voltar a se chamar Ministério da Fazenda.

Há, no entanto, quem defenda o nome de Henrique Meirelles, que comandou o Banco Central no governo petista entre 2003 e 2010 e o Ministério da Fazenda no governo de Michel Temer.

Quanto ao período de transição, indícios apontam que os economistas conhecidos como "pais do Plano Real" —Pérsio Arida e André Lara Rezende – vão contribuir com sugestões para a política econômica, ainda que não façam parte, oficialmente, da equipe comandada por Geraldo Alckmin (PSB).

Outros economistas que não são petistas, mas apoiaram a candidatura do presidente eleito, devem integrar o conselho econômico. O planejamento da área é visto como fundamental para garantir que Lula cumpra algumas de suas principais promessas de campanha, como Auxílio Brasil de R$ 600, aumento real no salário mínimo e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.