Equipe de Lula faz primeira visita à sede da transição em Brasília

Parte da equipe de transição de Luiz Inácio Lula da Silva faz a inspeção do local onde irá ocorrer o processo em Brasília nesta sexta-feira. O grupo está vistoriando o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), estrutura colocada à disposição pelo governo Jair Bolsonaro, para avaliar possíveis alterações para a ocupação física de espaços.

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Pela manhã, vieram ao local a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o coordenador do programa de governo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, Aloizio Mercadante, e o líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Os trabalhos da equipe de transição devem ser iniciados no CCBB na segunda-feira. O governo eleito deve indicar 50 nomes para avaliar as contas e os programas do atual governo, além de debater a viabilidade de promessas de campanha. O coordenador dos trabalhos será o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), que na quinta-feira foi ao Palácio do Planalto conversar sobre o assunto com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-AL).

— Fomos recebidos aqui pelo vice-presidente do banco, também pela equipe do Banco do Brasil. Viemos olhar as instalações, onde vamos colocar a equipe de transição. Já nos disponibilizaram o segundo andar daqui. Já estão finalizando (as instalações) com equipamento, com mesas. Tem também o primeiro andar, que nós vamos precisar. Embora sejam 50 nomes, como Alckmin já falou, vamos ter muitos que não necessariamente serão nomeados, mas serão voluntários. Estamos trabalhando com a ideia de, a partir de segunda-feira, ocupar o espaço. Não com a equipe toda, mas pelo menos com a equipe de administração, que vai fazer essa parte de apoio — disse Gleisi Hoffmann.

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Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal também vistoria o CCBB para analisar as medidas de proteção necessárias para o grupo que tocará os trabalhos.

Na segunda-feira, os nomes indicados para compor o grupo da transição deve ser chancelados por Lula. Ele estará em Brasília para uma rodada de conversas, inclusive com integrantes do Congresso e do Poder Judiciário.

Os nomes indicados para compor o grupo da transição deve ser chancelados por Lula. Ele deve estar em Brasília para uma rodada de conversas, inclusive com integrantes do Congresso e do Poder Judiciário. Mas Gleisi afirma que a agenda do petista ainda não está fechada.

Ainda no CCBB, a presidente do PT falou sobre a chamada "PEC da transição", que deve ser debatida a partir da próxima semana no Congresso.

— Não podemos entrar 2023 sem auxílio emergencial e sem aumento real do salário mínimo. Tenho certeza que o Congresso vai ter essa sensibilidade, o tribunal de contas. Então, estamos analisando todas as oportunidades para entregar ao povo brasileiro aquilo que foi tratado com ele no processo eleitoral.

Reginaldo Lopes também falou sobre a negociação em andamento e minimizou as críticas do aliado de Lula, Renan Calheiros (MDB-AL), para quem a PEC não seria a melhor alternativa.

— Os técnicos estão analisando os caminhos. Temos dois caminhos. Quem tem dois caminhos possui mais do que quem tem um. Nós trabalhamos com as duas possibilidades (resolver as promessas com PEC ou sem PEC).