Equipes de resgate encontram restos mortais durante busca por avião chileno desaparecido

Homem ao lado de avião da Força Aérea chilena usado nas buscas à aeronave ddesaparecida C-130 Hércules

Familiares dos passageiros do Hércules C-130, avião militar chileno que desapareceu na segunda-feira enquanto voava com destino à Atártica,  receberam a notícia de que restos mortais foram encontrados na área onde equipes realizam buscas pela aeronave. Na noite desta quarta-feira, a Força Aérea do Chile e a Marinha do Brasil já haviam informado que destroços que poderiam ser do avião e itens pessoais foram encontrados na mesma região.

As partes foram resgatadas boiando ao sul da última posição onde o avião estava antes de desaparecer, quando sobrevoava a Passagem de Drake. A informação foi confirmada pelo prefeito de Magallanes, José Fernandéz, em um comunicado oficial. Ele ressaltou ainda que o presidente chileno Sebastian Piñera pediu que as autoridades locais acompanhassem os parentes das vítimas e lhes oferecessem todo o apoio necessário.

Ximena Hartsock, cunhada do segundo sargento Cristián Venegas Godoy, um dos passageiros do Hercules C-130, fez uma publicação no Twitter após receber a atualização sobre o caso.

"Nossas famílias foram informadas de que encontraram partes de corpos humanos no mar. Não temos mais esperança de sobreviventes. Momento muito difícil para nós. Espero unir o país em homenagem às vítimas. Meu cunhado descansa em paz", escreveu.

Segundo a Força Aérea, o avião decolou da cidade de Punta Arenas, no extremo austral do Chile, às 16h55 (horário local e de Brasília). Ele se dirigia à Base Aérea Presidente Eduardo Frei Montalva, na Antártica, uma viagem de cerca de 2h30 de duração.

O avião, no entanto, perdeu contato com a base aérea às 18h13, quando sobrevoava a Passagem de Drake, parte do Oceano Atlântico entre a América do Sul e a Antártica. Sua hora estimada de pouso era 19h17. A bordo, estavam 17 membros da tripulação e 21 passageiros —  15 eram integrantes da Força Aérea, três do Exército, dois da empresa de construção privada Inproser e um funcionário da Universidade de Magallanes.