'Era um cachorro manso, dócil', diz dona do pitbull que atacou e matou idosa na Baixada Fluminense

Uma das donas do pitbull que atacou e matou a idosa Joselina Cerqueira, de 81 anos, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, disse que o animal era dócil e nunca havia atacado ninguém. O cão tem 1 ano e 6 meses.
— Estava preso no terraço, mas não era agressivo. A gente pegou ele pequenininho e sempre ficou no meio da gente, perto de crianças — disse a gerente de compras, Cristiane Cardoso.

Ela disse ainca que não sabe como aconteceu o ataque.

— O portão não estava aberto, só não estava com o cadeado. Não sei se ele fugiu, se conseguiu empurrar o portão e se soltar. Isso é uma incógnita — disse.

Por volta das 11h30, o corpo da idosa foi retirado do local pela Defesa Civil. A família diz que espera justiça e teme pela integridade de crianças que passam pelo local, que é próximo a uma creche e a uma escola estadual.

Marilza Dionísio, filha da vítima, diz que a mãe caminhava para a igreja no momento do ataque. Joselina esteve hospitalizada recentemente, e se recuperava de uma queda.
— Minha mãe era uma pessoa maravilhosa, uma guerreira, tinha saído do hospital, estava se recuperando de um tombo na porta da igreja, voltou para casa. Ela era alegre, feliz com os filhos, os vizinhos amavam ela. Isso não pode ficar impune. Como deixam o portão aberto para o cachorro atacar uma pessoa na rua, uma idosa? Tem que fazer justiça — disse a filha.

O presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara do Rio, Luiz Ramos Filho, anunciou uma campanha de conscientização pra tutores de cães de raças consideradas ferozes. Pelo menos quatro casos de ataques por pitbull foram registrados recentemente.

O vereador contou que vem recebendo diversas denúncias sobre cães com grande potencial ofensivo andando pelas ruas sem a fucinheira e até mesmo sem a coleira e a guia. Diante dos recentes casos de ataques contou que vai fazer uma campanha de conscientização para que os responsáveis nao saiam com estes cães sem a sem a focinheira nem soltos, para que não ponham em risco a vida das pessoas nem de outros animais.

— Claro que a culpa não é do animal. Não se pode perseguir o animal de uma determinada raça por ser mais forte e ter maior potencial ofensivo. Mas os tutores precisam ter a consciência que não é possível botar a vida de outras pessoas e outros animais em risco — alertou.

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