Erasmo Carlos disse que gostaria de caixão forrado de jeans

Erasmo Carlos fez um pedido inusitado: queria ser enterrado em um caixão forrado de jeans. Durante documentário produzido pelo Globoplay em comemoração aos 80 anos do artista, Erasmo deu um depoimento em que dizia amar jeans. A calça é jeans, a cueca é jeans e quando ele morresse ele queria que o caixão fosse forrado de jeans. Erasmo faleceu nesta terça-feira (22).

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Anos antes, em 2018, Pedro Bial recebeu Erasmo Carlos no "Conversa com Bial" um dia depois de seu aniversário de 77 anos. Na época, o cantor e compositor, que faleceu nesta terça-feira (22) disse ao apresentador que não tinha medo da morte.

"Eu comecei a desmaiar muito, inclusive à noite, dormindo, que é perigoso, pode dar uma síncope. Então aí ficou a urgência do marca-passo. Foi necessário isso. Eu desmaiava do nada, bebendo água e não me lembrava de nada. Eu não tenho medo da morte...Mas a vida é tão boa. (Não é medo), é o desejo de não deixar as pessoas que amam a gente tristes. Eu penso: 'Eu sou um cara querido para fulano, para fulana e eu vou deixar de existir e essas pessoas vão sofrer muito. Meus filhos vão sofrer com isso, a minha mulher vai sofrer com a minha ausência. A minha preocupação é mais essa do que eu ir. Pra onde for, eu vou feliz", disse na ocasião.

Erasmo Carlos, um dos cantores e compositores mais populares do Brasil, morreu aos 81 anos, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (22). O artista havia deixado o hospital Barra D’Or em 2 de novembro após 16 dias internado tratando uma síndrome edemigênica. Nesta manhã, ele foi internado novamente, no mesmo hospital, às pressas.

O parceiro e “amigo de fé, irmão camarada” de Roberto Carlos. O gigante gentil, com seu 1,93m de altura e coração sem tamanho. O pioneiro do rock no Brasil, com sua turma da Tijuca, que conquistou a MPB com as suas canções românticas e existenciais – simples, profundas e muito comunicativas.

Mesmo que sua voz não fosse das mais seguras ou melodiosas (e os seus acordes não chegassem muito perto daqueles que o amigo Tim Maia o ensinou na adolescência), Erasmo Carlos foi alguém que encarnou como poucos o poder da música popular – e do pop brasileiro, que ele ajudou a inaugurar com Roberto e Wanderléa no programa de televisão “Jovem Guarda” e nos filmes do Rei.