Eric Adams, o ex-policial negro ao alcance da prefeitura de Nova York

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O ex-policial e candidato a prefeito de Nova York Eric Adams sorri durante um evento no Brooklyn em 21 de junho de 2021

Eric Adams, um ex-policial que cresceu na pobreza, está prestes a ser eleito o segundo prefeito negro de Nova York.

Os resultados ainda não foram confirmados. Mas, de acordo com os últimos dados do Bureau Eleitoral de Nova York, Adams, de 60 anos, venceu por 50,5% a 49,5% as primárias democratas contra Kathryn García, uma experiente funcionária da prefeitura, que nesta quarta-feira (7) admitiu a derrota.

Ele também prevaleceu sobre a candidata radical de esquerda Maya Wiley, apoiada pela parlamentar Alexandria Ocasio-Cortez.

- Da classe trabalhadora -

O veterano político conquistou o voto das minorias e também de muitos brancos moderados ao se apresentar como o candidato da classe trabalhadora.

Adams terá de enfrentar nas eleições de novembro um adversário republicano que também possui um forte currículo na área de segurança: Curtis Sliwa, fundador do Anjos da Guarda, um grupo de patrulha cidadã com voluntários. Mas como Nova York é um reduto democrata, Adams é de longe o favorito.

Se eleito, este moderado substituirá o prefeito democrata Bill de Blasio e se tornará o segundo prefeito negro de Nova York depois de David Dinkins, que governou a capital econômica e cultural dos Estados Unidos de 1990 a 1993.

Adams cresceu em uma grande família em um bairro da classe trabalhadora no bairro de Queens. Sua mãe era dona de casa, seu pai um açougueiro.

Bom aluno, resolveu virar policial depois de ser agredido por agentes. Trabalhou 22 anos na polícia, até se aposentar no posto de subchefe.

Em 1995, ele fundou a associação "100 negros na polícia" para combater o racismo nas forças da ordem, que ainda está ativa. Em seguida, se lançou na política e foi eleito em 2006 senador pelo estado de Nova York, onde foi reeleito três vezes antes de ser eleito presidente do Brooklyn em 2013, seu trampolim para a prefeitura.

Adams promete lutar contra a desigualdade racial em geral e na polícia em particular, e também contra os homicídios e tiroteios em Nova York, que antes da pandemia era considerada a cidade mais segura do país.

Registrado brevemente no Partido Republicano, ele rejeita os apelos da esquerda radical americana e do movimento #BlackLivesMatter para cortar financiamentos à polícia, que tem um orçamento de seis bilhões de dólares por ano em Nova York e é a maior força do país com mais de 36.000 oficiais.

O crime não é o único desafio em uma cidade traumatizada pela pandemia, que deixou mais de 33.000 mortos. Embora a vida pareça voltar ao normal graças a uma vigorosa campanha de vacinação e uma taxa de testes positivos de apenas 0,7%, ainda há muitas incertezas sobre a recuperação da economia e do turismo.

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