Erika Hilton será candidata à Presidência da Câmara de SP, anuncia PSOL

ARTUR RODRIGUES
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A vereadora eleita Erika Hilton (PSOL), primeira mulher transexual na Câmara Municipal, vai disputar a presidência da Casa. O favorito a vencer a vaga é o vereador Milton Leite (DEM), cujos apoios devem ir do PSDB de Bruno Covas ao PT. Enquanto outros partidos de esquerda muitas vezes se unem a políticos de direita para conseguir espaço na Casa, o PSOL tem a tradição de lançar candidatos próprios, como um meio de divulgar suas plataformas políticas. De acordo com o partido, a decisão por unanimidade foi tomada pelo partido em jantar na casa do ex-candidato do PSOL a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos, derrotado por Covas. Segundo o partido, a plataforma de Hilton envolve um programa de respostas à pandemia, como testagem, vacinação e uma CPI do orçamento de 2020. Além disso, prevê a revogação de aumentos salariais do prefeito, complementação do programa Renda Paulistana e obras para a geração de empregos. O partido terá como líder de bancada Luana Alves, vereadora negra e trabalhadora da área da saúde. Na esteira do avanço eleitoral de Boulos, o PSOL triplicou sua bancada, passando de dois para seis veradores. A bancada do partido também trouxe mais diversidade de gênero e cor à Câmara. Das seis vagas, contabilizando apenas o responsável oficial pelo mandato no caso de coletivos, quatro são mulheres, três são negras e uma delas transgênero. À Folha, em novembro, Hilton disse que pessoas trans na política são uma resposta ao bolsonarismo. "Eu enxergo que é uma organização em resposta ao fascismo que o Bolsonaro e o bolsonarismo trouxe para o Brasil. Nós nos sentimos muito acuadas e amedrontadas com a eleição do presidente e percebemos que, se não nos organizássemos e nos colocássemos dentro das Casas Legislativas para tomadas de decisão, talvez nós continuássemos sendo aniquiladas de forma bárbara", disse.