Ateou fogo e escondeu corpo num buraco: Com ajuda de namorada, filho mata pai no ES

Dupla usou gasolina para atear fogo ao corpo de vítima dentro de um buraco de três metros de profundidade que cavaram dentro de uma propriedade rural - Foto: Polícia-ES/Divulgação
Dupla usou gasolina para atear fogo ao corpo de vítima dentro de um buraco de três metros de profundidade que cavaram dentro de uma propriedade rural - Foto: Polícia-ES/Divulgação

Imagens da câmera de segurança de um posto de combustíveis em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo mostra o momento em que João Vitor Silva Brito, de 24 anos, compra três litros de gasolina para incendiar o corpo do próprio pai, o ciclista Doramir Monteiro Silva, de 56 anos

Nas imagens o frentista enche o galão com a gasolina, João Vitor coloca o produto dentro de um carro branco onde estava com a namorada. O nome dela não foi divulgado.

Segundo a polícia, no porta-malas do veículo, enrolado com lençol, tapete e cobertor, estava o corpo do pai dele, Doramir, morto pelo filho a facadas momentos antes.

Ainda de acordo com as investigações, eles usaram a gasolina para incendiar o corpo de Doramir dentro de um buraco de três metros de profundidade que cavaram dentro de uma propriedade rural de familiares da mulher, no distrito de Estrela do Norte.

Nesta segunda-feira (4), João Vitor foi preso após confessar o crime. Ele disse em depoimento que a morte foi motivada por ciúmes, pois o preso argumentou que o pai assediava a namorada dele.

Ainda de acordo com o preso, a mulher ajudou no crime. Ela foi encontrada em um hotel no bairro BNH, em Cachoeiro de Itapemirim, e presa também.

Na delegacia, ela também confessou o crime e disse aos policiais que foi a primeira a esfaquear o sogro, após ser assediada.

Uma investigação deve ser aberta para a averiguar a versão apresentada pelo casal e também a linha de crime com motivação patrimonial.

"Eles afirmaram em depoimento que foi em razão do seu Doramir ter tentado agarrar, tentado alguma coisa com conotação sexual com a companheira desse rapaz. É o que eles afirmaram. Nós vamos ainda apurar durante a tramitação do inquérito se isso aí procede ou não, se tem outra motivação, sobretudo aí ligada ao cunho patrimonial", explicou o delegado Felipe Vivas.

João Vitor foi levado ao Centro de Detenção Provisória e a namorada encaminhada para o Centro Prisional Feminino.