Escândalo do MEC: comprovantes revelam depósitos na conta de parentes de pastores

O presidente Jair Bolsonaro com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, em 2019. (Foto: Carolina Antunes/Presidência)
O presidente Jair Bolsonaro com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, em 2019. (Foto: Carolina Antunes/Presidência)

O empresário José Edvaldo Brito encaminhou à Controladoria-Geral da União (CGU) comprovantes de depósitos efetuados nas contas de parentes dos pastores suspeitos de desviar recursos da educação.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, Wesley Costa de Jesus, genro do pastor Gilmar Santos, recebeu R$ 17 mil por ter negociado um evento que contou com a presença do então ministro da educação Milton Ribeiro, no interior de São Paulo.

O pagamento ocorreu no dia 5 de agosto de 2021 e foi feito em nome da empresa de dedetização Sime Prag do Brasil.

Gilmar dos Santos é um dos pastores investigados por suposto envolvimento em um esquema de liberação de verbas do MEC (Ministério da Educação). O outro pastor é Arilton Moura. Eles foram alvo da operação da Polícia Federal (PF) na quarta-feira (22) e chegaram a ficar presos por um dia, mas tiveram a liberdade concedida pelo desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

Segundo Brito, o depósito foi efetuado pelo empresário Danilo Felipe Franco, que no mesmo dia fez outros dois pagamentos, esses em seu nome. Foram R$ 20 mil para Luciano de Freitas Musse, ex-assessor do MEC e R$ 30 mil para Helder Diego da Silva Bartolomeu, genro do outro pastor, Arilton Moura.

Brito declarou à CGU (Controladoria Geral da União) que ele mesmo pediu a Danilo para fazer os depósitos.

O evento do ministro Milton Ribeiro com prefeitos da região de Nova Odessa ocorreu no dia 21 de agosto, 16 dias depois dos pagamentos. O evento foi promovido pelos pastores que estão sob investigação.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o pastor Arilton Moura pediu R$ 100 mil ao empresário José Edvaldo Brito, para realizar o evento em Odessa. O pastor alegou que o dinheiro iria para ações filantrópicas.

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