Escândalo no MEC: STF impõe sigilo sobre caso de suposta interferência de Bolsonaro

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Bolsonaro é suspeito de ter interferido em investigação sobre corrupção no MEC (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro é suspeito de ter interferido em investigação sobre corrupção no MEC (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Resumo da notícia

  • STF impôs sigilo sobre inquérito de suposta interferência de Jair Bolsonaro em investigação no MEC

  • PF e MPF afirmam haver indícios de que o presidente interferiu nas investigações

  • Bolsonaro teria avisado Ribeiro que ex-ministro poderia ser alvo de busca e apreensão

O Supremo Tribunal Federal decretou sigilo sob o inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro (PL) interferiu na investigação sobre corrupção no Ministério da Educação, capitaneada pela Polícia Federal. A informação foi revelada pelo portal g1.

A relator é a ministra Cármen Lúcia e a expectativa é que, agora, ela peça uma manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso.

Tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público apontaram que há indícios de interferência de Bolsonaro nas investigações. O presidente teria alertado Milton Ribeiro de que ele seria alvo de busca e apreensão.

O relato foi feito em ligação telefônica pelo ex-ministro para a filha. “Hoje, o presidente me ligou. Ele está com um pressentimento novamente de que podem querer atingi-lo através de mim, sabe?", disse Ribeiro.

Como o presidente Jair Bolsonaro tem foro privilegiado, o Supremo Tribunal Federal é o responsável por analisar se o caso será investigado pelo próprio tribunal ou se voltará para a primeira instância.

Milton Ribeiro e os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos foram presos no último dia 22, mas foram soltos após uma determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Pedidos para que PGR se posicione

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Procuradoria-Geral da República deve se manifestar sobre um pedido de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro.

A determinação de Moraes acontece após um pedido do líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O senador reforço que há indícios de interferência de Bolsonaro e pediu adoção de “medidas cabíveis a fim de evitar interferências indevidas da cúpula do Poder Executivo nas atividades-fim da Polícia Federal”.

O pedido de Moraes é praxe em casos como esse. A ministra Cármen Lúcia já havia feito o mesmo pedido na terça-feira (28), após um pedido do deputado Israel Batista (PSB-DF). Agora, a Procuradoria-Geral da República deve decidir se há indícios suficientes para abrir uma investigação contra o presidente.

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