Escândalo no MEC: Tarcísio Freitas diz que colocaria 'cara no fogo' por Bolsonaro

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O ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato ao governo de São Paulo Tarcisio Gomes de Freitas comentou sobre investigações no MEC em entrevista. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato ao governo de São Paulo Tarcisio Gomes de Freitas comentou sobre investigações no MEC em entrevista. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Fala faz alusão a declaração em favor de Milton Ribeiro feita pelo presidente

  • Pré-candidato afirma que Bolsonaro não interferiu nas investigações do MEC

  • Cabe ao STF decidir agora se investiga o presidente

Tarcísio Gomes de Freitas, ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato ao governo do estado de São Paulo, declarou que colocaria “a cara no fogo” pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele falava sobre as investigações do possível esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC).

O pré-candidato falou sobre o caso no programa Roda Viva nesta segunda-feira (27). Ele isentou o presidente de culpa no esquema que culminou na prisão do ex-ministro do MEC Milton Ribeiro e dois pastores evangélicos, já soltos.

Em resposta à uma pergunta da jornalista Cátia Seabra, do jornal Folha de S.Paulo, que questionou se ele “colocaria a cara no fogo” por Bolsonaro, Tarcísio disse que faria “sem sombra de dúvidas”. Recentemente, um vídeo veio à tona em que o presidente usa a mesma expressão para falar de Ribeiro.

“Não acredito que ele [Bolsonaro] tenha qualquer interferência, qualquer vínculo, qualquer ligação com esse problema do MEC”, opinou.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que “exagerou” quando disse que botava a “cara no fogo” pelo ex-ministro da Educação Milton Ribeiro.

“Eu falei lá atrás que botava a cara no fogo por ele. Eu exagerei, mas eu boto a mão no fogo pelo Milton, assim como boto por todos os meus ministros”, falou. Segundo Bolsonaro, "dificilmente" alguém do seu governo "vai cometer um ato de corrupção".

Interferência de Bolsonaro

O inquérito que apura possíveis irregularidades no Ministério da Educação, que levou a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, deve ser enviado ao Supremo Tribunal Federal. A decisão, segundo a TV Globo, foi tomada apela 15ª Vara de Justiça Federal de Brasília.

A justificativa é que a Justiça afirma que uma autoridade com foro privilegiado pode ter interferido nas investigações - o presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão é do juiz Ricardo Borelli e o magistrado não nomeia quem teria sido a autoridade em questão.

De acordo com o Ministério Público Federal, foram feitas interceptações telefônicas do ex-ministro e as gravações indicam que a investigação pode ser sido vazada.

O escândalo do 'Bolsolão do MEC'

A gestão de Milton Ribeiro no MEC

As repercussões da prisão do ex-ministro

"Outrossim, nesta oportunidade, o MPF vem requerer que o auto circunstanciado nº 2/2022, bem como o arquivo de áudio do investigado Milton Ribeiro, que aponta indício de vazamento da operação policial e possível interferência ilícita por parte do residente da República Jair Messias Bolsonaro nas investigações, sejam desentranhados dos autos e remetidos, de maneira apartada e sigilosa, ao Supremo Tribunal Federal", escreveu o Ministério Público, em documento relevado pela TV Globo.

Na noite da última quinta-feira (23), a Polícia Federal já havia anunciado que abriria um procedimento interno para apurar “boatos de uma possível interferência” na operação que levou a prisão de Milton Ribeiro. A PF, no entanto, não especifica qual teria sido a interferência.

Quando Milton Ribeiro foi preso, o presidente Jair Bolsonaro, ao comentar o caso, afirmou que esta seria uma prova de que o governo federal não estaria interferindo na Polícia Federal. Agora, a possibilidade de uma autoridade estar interferindo na corporação será enviada ao STF.

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