Esclerose múltipla: causa, sintomas iniciais e o tratamento da doença de Guta Stresser

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Guta Stresser revelou, nesta semana, que foi diagnosticada com esclerose múltipla. As atrizes Ana Beatriz Nogueira e Cláudia Rodrigues enfrentam a mesma doença há mais de uma década. Nas redes sociais, uma pergunta recorrente entre internautas expõe o desconhecimento geral acerca do tema. Afinal, o que é esclerose múltipla?

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Como age a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença crônica, autoimune e progressiva que afeta o cérebro e a medula espinhal. Ela piora à medida que o sistema imunológico danifica uma substância chamada mielina, que protege as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal.

De acordo com o neurocientista Roberto Lent, a mielina é uma camada espiral de gordura que envolve cada uma de muitas fibras nervosas no cérebro e nos nervos. "Funciona como uma camada isolante, como nos fios elétricos, e permite ao impulso nervoso alcançar grandes velocidades: até 20 metros por segundo, ou 72 quilômetros por hora", escreveu o pesquisador, em artigo publicado no GLOBO.

Quando aparecem lesões ou cicatrizes nas mielinas, as células nervosas não conseguem se comunicar umas com as outras de forma eficaz.

Quais são os sintomas da esclerose múltipla?

O início da doença ocorre normalmente na juventude, em pessoas com idade entre 20 e 40 anos. Os sintomas da doença afetam a mobilidade, os sentidos, a visão e o equilíbrio. De acordo com o médico Drauzio Varella, os sinais mais comuns são remitentes-recorrentes, com sintomas que vão e voltam independentemente do tratamento. Podem ocorrer:

Pequenas turvações da visão;

alterações no controle da urina;

fraqueza, entorpecimento ou formigamento nas pernas ou de um lado do corpo;

esquecimento e problemas com atenção;

diplopia (visão dupla) ou perda visual prolongada;

desequilíbrio;

alterações no humor;

tremor;

e descontrole dos esfíncteres.

Quais são as causas da esclerose múltipla?

Apesar do seu mecanismo ser conhecido, a causa da esclerose múltipla ainda é um mistério. Sabe-se que a doença, não contagiosa, é mais comum nas mulheres e nos indivíduos de pele branca que vivem em zonas temperadas. A evolução acontece de forma diferente entre cada paciente.

Estimativas da Federação Internacional de Esclerose Múltipla apontam que há cerca de 2,5 milhões de pessoas diagnosticadas com a esclerose múltipla no mundo. O estudo mostra que os pacientes brasileiros têm, em média, 41 anos, sendo 74% mulheres e 26% homens.

Sabe-se que a esclerose múltipla é multifatorial. Ou seja, ela é causada por fatores genéticos e ambientais. Cientistas comprovaram recentemente que determinados fatos, como tabagismo e obesidade, podem piorar a progressão dos sintomas.

Como é feito o diagnóstico da esclerose múltipla?

O diagnóstico é basicamente clínico, complementado por exames de imagem, como a ressonância magnética. "Quanto antes um diagnóstico é feito, melhor é o parecer do médico em relação à evolução da doença e a expectativa de se ter uma vida sem sequelas e funcional a longo prazo", ressalta a neurologista Nathane Braga, responsável pelo tratamento de Guta Stresser.

Como é o tratamento da esclerose múltipla?

A especialista Nathane Braga frisa, em material didático preparado em conjunto com a organização Iniciativa FIS, que "no momento em que o paciente recebe o diagnóstico de esclerose múltipla, ele vai levá-lo para o resto da vida, pois existe tratamento, mas não tem cura".

Até o momento, a ciência não conhece uma forma de prevenir a esclerose. O desenvolvimento da esclerose, porém, pode ser retardado com a utilização de medicamentos imunomoduladores. O tratamento, portanto, consiste em atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da doença.

A ciência lista uma série de recomendações para pacientes com esclerose múltipla. Determinados hábitos cotidianos também são eficazes contra o avanço da doença, como:

Prática de exercícios físicos;

fisioterapia;

permanência em repouso durante as crises agudas da doença;

preferência por locais que não sejam quentes (saunas, por exemplo, não são recomendadas);

práticas para exercitar a cognição, como leituras diárias.

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