Escola apaga mural com rosto de Marielle Franco após pressão de vizinhos

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Mural com rosto de Marielle Franco feito na Escola Estadual Vitor Antônio Trindade, em Araçatuba (SP)
Mural com rosto de Marielle Franco feito na Escola Estadual Vitor Antônio Trindade, em Araçatuba (SP)
  • Uma escola em Araçatuba (interior de São Paulo) apagará um mural com o rosto de Marielle Franco

  • Moradores criticaram a arte, chamando-a de "atitude partidária"

  • Pintura de vereadora assassinada no Rio de Janeiro havia sido aprovada por pais, professores e alunos

A Escola Estadual Vitor Antônio Trindade, em Araçatuba (interior de São Paulo) decidiu apagar um mural com a imagem da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada a tiros em março de 2018.

Segundo reportagem do portal G1, o conselho escolar decidiu apagar a pintura na próxima terça-feira (24).

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O mural foi feito na segunda semana de agosto com autorização do conselho escolar, composto por pais, professores e alunos. Além da imagem da ex-vereadora, foi colocada a frase: "Quiseram nos enterrar, não sabiam que éramos sementes. Marielle Presente".

No entanto, moradores criticaram a pintura argumentando que se tratava de uma atitude partidária. Já outros elogiaram a arte, dizendo que a ex-vereadora exerceu papel fundamental na política. Após a repercussão, o conselho se reuniu novamente e em uma votação foi decidido que a arte seria retirada.

O advogado Renan Salviano protocolou um requerimento na Diretoria de Ensino para tentar reverter a retirada do mural. Ele argumenta, no documento ao qual o portal G1 teve acesso, que a decisão é manifestamente discriminatória, arbitrária e ilegal.

"A Diretoria de Ensino é hierarquicamente superior à escola. Esse requerimento é uma tentativa extrajudicial de tentar barrar a decisão do conselho. Primeiro fazemos a tentativa extrajudicial, demonstrando que não estamos contentes com a decisão", explicou.

Em nota ao portal G1, a Secretaria da Educação de São Paulo (SEDUC-SP) afirmou que a decisão pela pintura dos murais na Escola Estadual Vítor Antônio Trindade partiu da própria Comunidade Escolar e foi discutida em reunião de conselho.

"A pasta dá autonomia às unidades escolares para que realizem esse tipo de atividade artística nos muros das escolas", argumentou a Secretaria da Educação de São Paulo em outro trecho da mesma nota.

A filial do PSOL em Araçatuba se manifestou nas redes sociais contrário ao apagamento do mural de Marielle.

"O PSOL Araçatuba não participou da construção do mural e tomamos ciência da homenagem através das nossas redes sociais, após várias manifestações de apoio da sociedade por conta da ação desenvolvida pela comunidade escolar. Nosso repúdio se faz necessário após diversos ataques vindos de grupos reacionários que insistem em atacar a imagem de Marielle e associam a homenagem há uma suposta politização da escola, defendendo inclusive a censura, através da remoção por meio de uma nova pintura no muro", argumentou o partido, ao qual Marielle era filiada.

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