Escola denunciada por maus-tratos em SP será investigada por tortura de crianças

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Escola denunciada teria mantido crianças amarradas no banheiro. Foto: Reprodução.
Escola denunciada teria mantido crianças amarradas no banheiro. Foto: Reprodução.
  • Instituição era alvo de denúncias após circulação de vídeo na internet

  • Mãe contam que filhos voltavam machucados e doentes da escola denunciada

  • Diretora é apontada como suspeita

A Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, na Vila Formosa, zona Leste de São Paulo, será investigada por tortura, após a Polícia Civil receber novas denúncias. A investigação ouviu mães das crianças que aparecem amarradas no banheiro em vídeo que circulou nas redes sociais, que afirmam que seus filhos voltavam para casa com ferimentos e doentes.

A escolinha é investigada por pelos crimes de maus-tratos, periclitação de vida, que é colocar a saúde das crianças em risco, e submissão delas a vexame ou constrangimento desde a semana passada.

Nesta semana, a Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 8ª Delegacia Seccional decidiu incluir o crime de tortura depois de ouvir depoimentos.

Mães levaram fotos de seus filhos para a polícia para mostrar os ferimentos. Um garoto tem um machucado na testa, enquanto outro está internado em um hospital, recebendo oxigênio por sentir falta de ar.

“Na época eu até mandei mensagem para a diretora perguntando sobre o que tinha acontecido com ele, mas ela não me respondeu. No dia seguinte ela disse que não se recordava de nada, mas que ele podia ter batido em algum brinquedo, até porque, eles vão para a escola e estão sujeitos a se machucar”, contou a autônoma Laura Stramaro, de 34 anos, mãe de um menino de 2 anos, ao portal G1.

Outra mãe conta sobre a situação que seu filho passou.

"Em novembro do ano passado a diretora e proprietária me ligou dizendo que meu filho estava com dificuldades para respirar. Depois ficou dois dias internado em um hospital para a saturação de oxigênio regularizar", disse a advogada Vitória Costa, 23, mãe de um bebê de 11 meses, ao portal.

A diretora é Roberta Regina Rossi Serme, de 40 anos. Ela e a irmã, Fernanda Carolina Rossi Serme, de 38, são sócias da Colmeia Mágica, fundada em 2002 e atende crianças de 0 a 5 anos, do berçário ao ensino infantil.

O que diz a defesa da escola

À polícia, segundo o portal, a diretora negou os maus-tratos e que desconhece os vídeos das crianças amarradas no banheiro, localizado ao lado de sua sala. No entanto, reconheceu que as imagens foram gravadas em sua escola.

"Considerando que a Justiça determinou o sigilo das investigações, algumas informações ainda não podem ser divulgadas. Por exemplo, a pessoa que efetivamente gravou esses vídeos, montou aquela cena pra fazer a gravação dos vídeos, e também ainda não podemos divulgar o apoio externo que essa pessoa recebeu pra fazer a confecção desses vídeos”, afirmou o advogado André Dias, que representa a escola.

"A escola reconhece os alunos, o ambiente, aparentemente é dentro da escola", disse André. "Porém as circunstâncias com que os vídeos foram gravados não condizem com a realidade da escola. Foi feito sem nenhum conhecimento por parte das diretoras, das demais professoras."

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