Escola em Santa Teresa joga pela janela livros que recebeu como doação

Vera Araújo
Livros jogados pela janela foram recolhidos por uma cooperativa

RIO — O barulho de dezenas de caixas lançadas do quarto andar do Colégio Estadual Monteiro de Carvalho, em Santa Teresa, chamou a atenção da vizinhança. A surpresa veio quando clássicos como “A Moreninha”, de Joaquim Manoel de Macedo, e exemplares da enciclopédia Barsa, faziam parte dos pacotes lançados de uma altura de cerca de 16 metros no meio da quadra da escola. As caixas, ao tocar o solo se destruíam.  A cena, flagrada nesta terça-feira em vídeo, contrastava com a inscrição com tinta verde na parede da escada que dá acesso ao pátio do descarte: “Não destruam nossos livros!!”.

Os livros foram descartados e triturados numa cooperativa de reciclagem na tarde de terça-feira. Segundo a diretora-geral do Monteiro de Carvalho, Rosângela Cistaro, eles foram doados e estavam com mofo e ácaros.  O material ocupava as prateleiras da antiga biblioteca da escola, localizada num prédio anexo da escola, interditado desde 2016 pela Defesa Civil, devido à ameaça de uma pedra rolar da encosta. A direção conta que aproveitou o mês de férias escolares para limpar a unidade desativada.

O Secretário Estadual de Educação, Pedro Fernandes, classificou o episódio como “lamentável” e determinou a abertura de uma sindicância para apurar a conduta da diretora. Segundo o secretário, há um protocolo para descarte de livros, como a confecção de um relatório com os títulos dos exemplares que não servem mais. A partir desta etapa, é aberto um procedimento de descarte, segundo a secretaria.

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