Escola mostra alunos brancos fantasiados de negros; prática é racista

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Alunos brancos do Colégio Adventista, em Gurupi (TO), participaram de evento pintados de preto
Alunos brancos do Colégio Adventista, em Gurupi (TO), participaram de evento pintados de preto
  • Alunos de uma escola adventista comemoram o Dia da Consciência Negra se fantasiando como negros

  • Eles pintaram a pele de preto e usaram peruca black power, prática racista chamada "blackface"

  • O colégio negou ter estimulado a pintura corporal e pediu desculpas

Alunos brancos de uma escola adventista de Gurupi (TO) resolveram comemorar o Dia da Consciência Negra se fantasiando como negros. Para isso, pintaram a pele de preto e usaram peruca black power. Criticada pela prática racista de "blackface", a unidade de ensino pediu desculpas.

O post foi feito na última sexta-feira (19) pela própria escola e afirmava que o objetivo era caracterizar os estudantes. Em nota, o Colégio Adventista afirmou que se tratava de uma caracterização e que não pintou ou estimulou a pintura corporal.

Dia 20 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra. E hoje nossos alunos vieram caracterizados para comemorarmos este dia tão importante e para refletirmos o quanto Deus nos tornou irmãos e que perante Ele, somos todos iguais. Me conta aqui nos comentários se você gostou da caracterização dos nossos alunos", disse a escola no post.

Abaixo, leia a nota do Colégio Adventista de Gurupi:

A direção do Colégio Adventista de Gurupi esclarece que é contrário a todo e qualquer tipo de discriminação racial. O Colégio ressalta que o projeto pedagógico do Dia da Consciência Negra, realizado com as turmas do 4º e 5º ano, teve como objetivo valorizar a cultura negra e afrodescendente na escola e fora dela assim como promover a reflexão e resgate da identidade negra.

O que é "blackface"?

O "blackface" é uma prática que tem pelo menos 200 anos, tendo se originado, provavelmente, em Nova York, por volta de 1830. Nela, pessoas brancas se fantasiam de negras de forma a ridicularizar essas pessoas, em prol do entretenimento de outras pessoas brancas. Junto à fantasia estereotipada, são feitas piadas pejorativas.

Ainda no século 19, a prática era adotada por atores brancos em espetáculos de humor, que tinham uma atuação exagerada para debochar de pessoas negras. No entanto, a prática racista não ficou no passado e até os dias de hoje há quem se fantasie dessa forma.

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