Escola virtual formará jovens em economia criativa

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RIO - A co.liga, escola virtual de cursos gratuitos na área de economia criativa, entra no ar hoje. Parceria entre a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e a Fundação Roberto Marinho (FRM), o projeto foi desenvolvido para promover a formação e a inclusão produtiva de jovens no mercado de trabalho, sobretudo os das classes C, D e E, e em situação de vulnerabilidade social.

A meta é alcançar 25 mil jovens certificados em cursos do co.liga já no primeiro ano.

— Queremos que esses jovens tenham protagonismo, enxerguem oportunidades em novos negócios e trabalho na economia criativa, setor que soma mais de 2,6% do PIB do país — destaca Raphael Callou, chefe e diretor da Repesentação da OEI para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil. — A juventude foi a faixa da população mais impactada na pandemia, com alta do número de jovens que nem trabalham nem estudam. A cultura também foi muito impactada, mas é uma ferramenta de geração de novos negócios, guarda eixos de desenvolvimento e promotores de redução de desigualdades.

Transmissão hoje

O lançamento acontece com o co.ligaFEST, que será transmitido pelo g1 hoje, às 18h, a partir do Museu de Arte do Rio (MAR). O evento será uma prova do que o projeto irá reunir na plataforma digital, com apresentação dos músicos China Ina e Negra Jaque, além de debates sobre economia criativa, e vai mostrar experiências bem-sucedidas no setor em todo o país.

João Alegria, gerente-geral do Laboratório de Educação da FRM, destaca que a instituição mantém projetos com ações de inclusão produtiva. A meta, porém, era ter algo em cultura digital, “mais próximo às transformações do mundo”. Em parceria com a OEI, o projeto foi desenvolvido em menos de um ano:

— Saímos de uma plataforma de cursos on-line para ser mais uma escola, um lugar de encontro, de network (fazer redes). Junta o jovem, empresas, mentores, criadores dos cursos. O eixo é unir educação, trabalho e comunidade: estar junto, qualificar e dar acesso.

Ao todo serão 37 cursos livres e de curta duração distribuídos em cinco áreas da economia criativa: patrimônio, música, multimídia, design e artes visuais. Há opções como fotografia, design para web e turismo para cidades criativas. Foram desenvolvidos por profissionais como China Ina e o produtor cultural Leo Feijó, ex-subsecretário de Cultura e Economia Criativa do Rio, além da FabLab Recife, de design e inovação.

Rede de parcerias

Haverá ainda mentorias. E a co.liga está montando uma rede que já soma 300 parceiros, construída ao longo dos últimos seis meses em reuniões com ONGs, secretarias da Juventude, coletivos de jovens e outras.

Há também um espaço de trabalho. Quando ingressa na plataforma, o jovem pode montar seu perfil, o que inclui um portfólio profissional. A co.liga terá um banco de oportunidades de empresas parceiras, que reúne desde chamadas para seleções a vagas de emprego. Em janeiro, conta Alegria, sai um edital de produção audiovisual.

— A ideia é criar também uma rede de polos presenciais, além de ilhas de trabalho para que esses jovens tenham acesso à tecnologia e a outras experiências — diz Callou, destacando que a iniciativa pode ser, adiante, replicada em outros países-membros da OEI.

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