Escolas devem ter reajuste menor em 2022

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  • Segundo especialistas, aumento dos custos deverá ser repassado ao longo dos anos

  • No ápice da pandemia, a taxa de inadimplência dos pagamentos bateu 22%

  • Reajuste da mensalidade é calculado a partir dos custos fixo da escola, do que planejam fazer no próximo ano e pelas taxas inflacionárias

Por conta da crise econômica que o país está passando, as escolas particulares do Brasil provavelmente terão um reajuste menor em seus preços no ano de 2022. As informações são do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp).

Ainda que os custos tenham aumentado, devido à correção salarial dos funcionários e aos investimentos feitos em infraestrutura digital para prover aulas remotas durante o isolamento social, um aumento vertiginoso pode espantar os pais dos alunos.

Atualmente a taxa de inadimplência das mensalidades está em 8% no estado de São Paulo. No auge da pandemia, essa taxa chegou a 22%. Para Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieeesp, o que os administradores deveriam fazer é diluir esses custos ao longo dos próximos anos.

"As escolas sabem que não podem aumentar demais, porque as famílias já estão com muita dificuldade financeira", comentou à Folha de São Paulo.

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O reajuste das escolas é feito a partir dos custos fixos da escola, e a previsão dos gastos para o ano seguinte. Também se consideram vários índices inflacionários, como o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), ambos medidos pelo IBGE. No entanto, o reajuste não é o mesmo para todas as escolas.

"Nem sempre o custo de cada escola é igual ao dos outros concorrentes. Por isso existe a planilha [de custos], que leva em conta a inflação, os aumentos salariais, aluguéis, taxas, impostos e também os investimentos que a escola faz para melhorar as condições educacionais", acrescenta Silva.

Para o presidente do sindicato, o aumento das mensalidades só será comunicado na metade do próximo mês. Pela lei, as escolas devem avisar os reajustes com uma antecedência mínima de 45 dias do período de matrículas. Portanto os colégios irão usar bem o tempo que tem para calcular quanto podem cobrar sem afetar demais o bolso de seus clientes.

"Estamos em um ano muito conturbado e, quando se informa [o percentual], não é possível mudar mais", afirmou Silva.

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