Escolas, mercados e igrejas fecham em Beni, no Congo, após explosões

·1 minuto de leitura
Soldados da ONU diante da igreja onde explodiu uma bomba na cidade de Beni, na República Democrática do Congo, em 27 de junho de 2021

As autoridades decretaram, nesta segunda-feira (28), o fechamento de mercados, escolas e igrejas durante 48 horas em Beni, no leste da República Democrática do Congo (RDC), após uma série de explosões de bomba neste fim de semana.

"As escolas, as igrejas e os mercados permanecerão fechados durante 48 horas", afirmou o prefeito de Beni, coronel Narcisse Muteba, em um comunicado à imprensa.

O coronel Muteba também pediu a todas as pessoas que quiserem ter acesso à cidade de Beni que levem documento de identidade.

Neste fim de semana, houve várias explosões de bomba nesta localidade da província de Kivu do Norte.

No domingo à noite, um "homem-bomba se detonou" perto de um bar, segundo o Exército. Horas antes, uma bomba de fabricação artesanal havia explodido em uma igreja católica. Duas mulheres ficaram feridas.

No sábado, um artefato similar explodiu perto de um posto de gasolina, na periferia da cidade, sem causar danos.

Desde outubro de 2014, Beni e seus arredores são palco de ataques do grupo ADF, afiliado aos "jihadistas" do Estado Islâmico (EI), de acordo com os Estados Unidos.

Originalmente rebeldes muçulmanas ugandenses, as ADFs são acusadas de terem matado cerca de 6.000 pessoas desde 2013, conforme balanço do episcopado católico.

Esta foi a primeira vez, porém, que um ataque foi dirigido contra uma igreja católica.

str-mbb/bmb/jhd/es/mb/tt

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos