Escolas na Itália só reabrem em setembro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As escolas na Itália vão reabrir em 14 de setembro, usando medidas de distanciamento social, anunciaram na sexta-feira (26) o primeiro-ministro Giuseppe Conte e a ministra da Educação, Lucia Azzolina.

Segundo o governo, as escolas terão que escalonar a entrada dos alunos de manhã e os estudantes terão de se sentar mantendo um metro de distância entre eles. Eles também terão de comer a merenda dentro da classe, em vez de ir à lanchonete da escola.

"Essas orientações permitirão que nossos filhos e filhas possam voltar para a escola com o máximo de segurança", disse Conte em uma entrevista coletiva.

No Brasil, o governo de São Paulo também anunciou o retorno às aulas em setembro, de forma gradual, combinando aulas presenciais e remotas. Mas enquanto na Itália o número de novos casos de coronavírus cai de forma sustentada desde abril, no Brasil, grande parte dos estados continua a ter crescimento no total de novas infecções.

A ministra da Educação admitiu que ainda há "certos problema" por causa da falta de espaço dentro das escolas para acomodar todos os alunos respeitando o distanciamento. Segundo ela, cerca de 15% dos alunos serão afetados pela falta de espaço.

Apenas alunos mais velhos serão autorizados a estudar de forma remota, e o governo afirmou que irá usar escolas desativadas e encorajar as atividades ao ar livre , como excursões, para lidar com a falta de espaço.

"Deixemos os estudantes respirarem cultura...por que não? podem levar as crianças pequenas para parques, quando o clima permitir, e deixá-las ficar perto da natureza", disse Azzolina.

Em preparação para a volta às aulas em setembro, o governo irá investir 1 bilhão de euros adicionais (cerca de R$ 6 bilhões) para reformar escolas, comprar produtos de limpeza e proteção, e treinar educadores.

"Esse dinheiro não vai ser usado apenas para enfrentar o coronavírus. Nosso sonho é ter uma escola diferente, em que realmente conseguimos investir dinheiro para melhorias", disse a ministra.

"Alunos do jardim da infância e do ensino fundamental, e aqueles que têm deficiência, foram os que mais sofreram durante o lockdown. É para eles que as escolas devem dar a melhor resposta em setembro."