Escolas de SP voltam às aulas e terão mães fiscalizando distanciamento; tire suas dúvidas

Dimitrius Dantas
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SÃO PAULO - Após meses de expectativas e idas e vindas da Prefeitura sobre como funcionaria a volta às aulas, os alunos da rede municipal de São Paulo retornaram nesta sexta-feira às salas de aula. Uma das principais polêmicas causadas pela pandemia da Covid-19, o reinício do ensino presencial ocorreu em esquema de rodízio e com 35% de capacidade, mas também com algumas críticas de pais, educadores e especialistas, que ainda temem surtos da doença nas escolas. A volta às aulas não ocorreu em 530 unidades por falta do serviço de limpeza - a empresa responsável abandonou o contrato.

Nesta terça-feira, a Prefeitura de São Paulo também anunciou um programa que prevê a contratação de cinco mil mães de alunos para atuação como monitores escolares nas unidades de ensino municipal. Elas receberão um salário de R$ 1.155 por mês. As mães selecionadas irão fiscalizar o cumprimento de regras sanitárias e orientar os alunos sobre o respeito às recomendações de distanciamento social.

Como funcionarão as aulas na Rede Municipal?

As aulas presenciais estão permitidas desde que seja respeitado o limite de 35% de capacidade de atendimento de cada escola na cidade, tanto para as municipais quanto para as estaduais na rede pública e privada. A forma como será feito o rodízio foi definido por cada escola de acordo com os protocolos definidos previamente pela Prefeitura. As aulas serão normais, de cinco horas por dia.

O retorno é obrigatório?

Não. Os responsáveis podem tomar a decisão de não autorizar as crianças a retornarem à escola, mantendo o ensino à distância. Na rede municipal, a Prefeitura consultou as famílias por meio de um formulário no site da Secretaria de Educação. Da mesma forma, nem todos os trabalhadores retornaram ao trabalho: professores com mais de 60 anos ou com comorbidades, como diabetes e hipertensão, não são obrigados a voltar às escolas. No ano passado, a Prefeitura de São Paulo prometeu entregar mais de 400 mil tablets para os alunos conseguirem acompanhar as aulas de forma remota, mas apenas 10 mil foram entregues até o momento, segundo o “G1”.

Qual o índice de retorno às aulas?

Em pesquisa realizada entre os dias 26 de janeiro e 9 de feveireiro, a Secretaria Municipal de Educação coletou a opinião de 591 mil famílias (aproximadamente 60% do total de alunos). Segundo a enquete, 66% dos pais foi favorável ao retorno das atividades presenciais. Entre os que indicaram serem contrários ao retorno às aulas presenciais, os principais motivos apontados estão a insegurança e a falta de vacinação em massa.

Quais os protocolos sanitários sendo utilizados nas escolas?

Segundo a Prefeitura de São Paulo, cada aluno recebeu um kit com sabonete, três máscaras e uma caneca. Do ponto de vista da estrutura da escola, a prefeitura também prometeu o fornecimento permanente de sabão líquido, papel higiênico e papel toalha. Da mesma forma, as mesas nas salas de aula deverão estar distanciadas para minimizar a chance de transmissão do vírus.

Como funcionará a participação de mães como monitoras nas escolas?

Lançado nesta terça-feira, o programa contratará mães de alunos que morem nos bairros onde as escolas estão situadas. Para participar do programa, as mães deverão ter entre 18 e 50, estarem desempregadas há pelo menos quatro meses, não receberem benefícios como seguro-desemprego ou terem renda familiar superior à metade do valor do salário mínimo. A carga horária será de 30 horas semanais, divididas em 24 horas de atividades nas escolas e seis horas destinadas a cursos de qualificação. O tempo de contrato será de seis meses.