Escolha de Vargas Llosa para Academia Francesa de Letras gera críticas em meio literário da França

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A escolha do escritor Mario Vargas Llosa para a Academia Francesa de Letras foi bem acolhida por parte do meio literário francês, mas também gerou críticas. O peruano foi eleito sem nunca ter publicado obras em francês.

O anúncio da eleição do novo membro da Academia foi feito na quinta-feira (26). Vargas Llosa vai ocupar a cadeira deixada vazia após a morte de Michel Serres, em 2019. O prêmio Nobel de literatura peruano foi escolhido apesar de não ter escrito nunca em francês e superar o limite de idade regulamentar.

Vargas Llosa não é o primeiro escritor estrangeiro ou de língua materna não francesa a ingressar na prestigiosa instituição de literatura, fundada em 1635. Mas será o primeiro a ocupar uma cadeira sem nunca ter escrito uma obra em francês. A instituição decidiu abrir uma exceção com respeito à idade do escritor, com 18 votos a seu favor e um contra. Aos 85 anos o peruano supera em muito a regra que exige, desde 2010, que os candidatos cumpram a idade máxima de 75 anos.

Outros escritores bilíngues fizeram parte da história da Academia Francesa, como o argentino Héctor Bianciotti (1930-2012), que publicou boa parte de sua obra em espanhol e outra em francês. Vargas Llosa, que reside atualmente em Madri, após ter vivido na França, fala fluentemente francês e tem vínculos fortes com o país e sua literatura.

Grande parte de sua obra foi traduzida para o francês. Ele também foi o primeiro escritor da América Latina a ser publicado na prestigiosa coleção da editoria Pléiade, em 2016.

Uma caixa de Pandora?

O jornal Le Figaro celebrou a nominação como uma nova revolução, quatro décadas depois da difícil escolha da primeira mulher – de origem belga – Marguerite Youcenar.


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