O escritório da surfista Andrea Lopes sai da praia

A primeira vez em cima de uma prancha aconteceu em Saquarema, na Região dos Lagos, quando ela tinha apenas 13 anos. Mas foi na Barra da Tijuca que Andrea Lopes viveu os momentos mais marcantes de sua carreira de surfista, como a vitória na etapa brasileira do Women's World Tour, em 1999, e a sua despedida como profissional, dez anos depois.

Hoje, aos 38 anos e trabalhando como coaching ligada ao mundo corporativo, a moradora do bairro não abandonou a atividade preferida e pratica o surfe com frequência. Além disso, Andrea tem participado de competições na categoria master.

- O surfe me ensinou a saber lidar com os altos e baixos, com as perdas e vitórias, com o ritmo da vida. Aprendi também a ser humilde, sabendo que podemos ter muito ou nada. Eu trago esse esporte comigo, circulando no sangue - conta.

Porém, por pouco o país não perdeu a surfista, tetracampeã brasileira, para ganhar uma bailarina.

- Minha mãe queria que eu fizesse balé, mas preferi dançar no movimento das ondas e ela nunca deixou de me apoiar - lembrou Andrea, que, quando começou a surfar, tinha vergonha de andar com a prancha por existirem poucas mulheres sobre as ondas.

Após 18 anos como profissional, ela optou por subir no salto, vestir o blazer e mudar de ramo. Envolvida com a área de bem-estar organizacional, Andrea abriu uma empresa e dá palestras sobre o assunto.

- Sempre busquei a melhora da performance como surfista. E numa dessas procuras de evolução fora d'água, com o objetivo de ter mais qualidade de vida e saber como lidar com os desafios, acabei buscando formação como coaching. Junto com a Amanda Figueira, cuidamos das equipes com foco em motivação. Minha maior alegria é conseguir contagiar as pessoas que nunca subiram numa prancha - afirma.

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