Esforços de mediação buscam "caminho a seguir" no Sudão após protestos contra golpe militar

·1 min de leitura

Por Khalid Abdelaziz

CARTUM (Reuters) - Um representante da Organização das Nações Unidas (ONU) discutiu opções de mediação e possíveis próximos passos para o Sudão com o primeiro-ministro deposto do país neste domingo, um dia depois de centenas de milhares de manifestantes saírem às ruas para exigir o fim do regime militar.

A manifestação já é o maior desafio para o general Abdel Fattah al-Burhan desde que ele derrubou o gabinete do primeiro-ministro Abdalla Hamdok na segunda-feira passada e prendeu políticos importantes. As ruas estavam calmas neste domingo.

"Discutimos opções para mediação e o caminho a seguir para o Sudão. Vou continuar esses esforços com outras partes interessadas no país", disse Volker Perthes, o Representante Especial da ONU para o Sudão, em publicação no Twitter.

Perthes disse que Hamdok está "em sua residência, onde permanece bem, mas em prisão domiciliar".

Os esforços de mediação da comunidade internacional e dentro do Sudão foram anunciados antes dos protestos de sábado, sem resultados relatados.

O principal compromisso em discussão, dizem os políticos que o apresentaram, é uma proposta para que Hamdok receba plenos poderes executivos e nomeie um gabinete de tecnocratas.

A proposta, que as fontes dizem ter sido apresentada a todos os lados envolvidos, acabaria com o Conselho Soberano, formado por 14 membros, em favor de um conselho honorário de três pessoas.

Partidos políticos, grupos rebeldes e as Forças Armadas, parceiros no governo pré-golpe, seriam representados no Parlamento e os militares continuariam comandando o Conselho de Segurança e Defesa, disseram eles.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos