Eslováquia é o segundo país da UE a iniciar vacinação contra Covid-19

Extra, com agências internancionais
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A Eslováquia começou a vacinar sua população contra o coronavírus neste sábado, com o país aderindo a um impulso coordenado pela União Europeia contra a pandemia global. Vladimir Krcmery, membro da comissão contra pandemia no governo, foi a primeira pessoa no país inoculada pela vacina produzida pela Pfizer e BionTech.

A Hungria também começou a vacinar sua população no sábado, um dia antes do lançamento oficial em vários outros países da União Europeia, incluindo a França, Alemanha e Espanha.

Parcialmente confinada e receosa com a disseminação da nova mutação do coronavírus, identificada nas últimas 24 horas na França, Espanha e Suécia, a União Europeia (UE) recebeu neste sábado as primeiras doses de vacinas da Pfizer/BioNTech contra o coronavírus, que já matou mais de 540 mil pessoas na região. À exceção da Hungria, é esperado que os Estados que integram o bloco iniciarão as campanhas no domingo.

Neste sábado, as tão aguardadas doses do imunizante foram entregues em hospitais de vários países, como França, Espanha e Itália. Como já aconteceu nos Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Suíça, Costa Rica e México, as primeiras doses serão aplicadas em idosos e profissionais da saúde. Cada país estabelecerá suas prioridades.

— Esta vacina é a chave que permitirá que retomemos as nossas vidas. Esta notícia deve nos animar — disse o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn.

As vacinas chegam aos países em caminhões frigoríficos que partiram da fábrica da Pzifer em Puurs, nordeste da Bélgica, e são escoltadas pelas forças de segurança. Na Espanha, um caminhão levou transportou um carregamento ao centro de armazenamento da Pfizer em Guadalajara.

As autoridades do país, que registrou mais de 50.000 mortes provocadas pelo novo coronavírus, esperam vacinar até junho do próximo ano entre 15 e 20 milhões de pessoas, de uma população de 47 milhões.

Na Itália, onde as vacinas chegaram na sexta-feira, a primeira vacinada será uma enfermeira de 29 anos em um hospital de Roma. Na região norte também será imunizada Annalisa Malara, a médica que identificou o paciente zero do país.

A Itália é a nação mais enlutada na Europa por esta pandemia, com 71.000 óbitos, mas de acordo com as pesquisas apenas 57% da população pretende ser vacinada.

Os cientistas calculam que imunidade coletiva será alcançada quando entre 75 e 80% da população estiver vacinada. Na França, onde mais de 62.000 pessoas morreram vítimas da Covid-19, as primeiras doses serão aplicadas em duas casas de repouso.