Espaço em Vargem Grande terá aulas grátis para resgatar a cultura afro

Maíra Rubim
Instituto Nacional Ilê Olofin. O presidente Walace Meirelles apresenta o time de voluntários que vai ministrar as atividades gratuitas

RIO — A partir da segunda quinzena deste mês, o recém-inaugurado Instituto Nacional Ilê Olofin vai começar a promover uma série de atividades gratuitas para crianças e adolescentes, dos 4 aos 18 anos. As aulas vão acontecer de segunda a sexta e haverá reforço escolar, capoeira, jongo e percussão com Gege de Angola, maestro do Arlindo Cruz. A terceira idade terá uma oficina de costura. Todos os professores são voluntários.

— Sempre quis montar um espaço cultural, e quando nos mudamos para Vargem Grande, senti ainda mais necessidade. As crianças precisam ter a chance de realizar atividades e conhecer um pouco mais de outras culturas— diz Walace Meirelles, presidente do instituto.

No espaço, também são realizadas atividades religiosas ligadas ao Candomblé, como o toque e a corrente do mentor da casa. No entanto, Meirelles garante que não é preciso seguir a religião para frequentar o lugar.

— Alma não tem cor e nem religião. Mas, infelizmente, ainda existe muita opressão quando se fala em candomblé e na cultura negra. Precisamos romper essas barreiras e divulgar a cultura afro-brasileira. O preconceito tem que acabar — defende.

Quem quiser se inscrever nas atividades gratuitas precisa ir até o Instituto Nacional Ilê Olofin, que fica na Estrada dos Bandeirantes 27.585 e está aberto todos os dias.

— Fazemos um trabalho bem legal. Também organizamos doações de sangue no Hemorio. Nossas portas estão abertas para que seja lembrada e valorizada a importância dos negros na sociedade. As atividades são uma maneira de recordar a história e a cultura dos nossos antepassados — afirma Meirelles.

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