Espancada por 4h, empresária fala pela 1ª vez: 'Achei que ia morrer'

Elaine Caparroz (Foto: Reprodução)

Ainda no hospital, a empresária Elaine Caparróz falou pela primeira vez sobre as 4h de agressão que ela sofreu. Internada, Elaine segue se recuperando da surra que levou de Vinicius Batista Serra.

“Ele não falava. Ele só gritava e me xingava, me dava vários murros. Era uma força muito absurda, eu tentava me defender, mas sentia os murros acertando meu rosto. A cada murro que ele me dava eu pensava que eu ia morrer”, afirma Elaine no vídeo.

Segundo a empresária, ele dormiu no local com o consentimento dela e começou a agredí-la sem nenhum motivo, enquanto ela ainda dormia. Elaine afirma que tentou se defender, mas temeu morrer durante a surra.

Antes de dormir, ele pediu pra dormir aqui e eu falei ‘Pode dormir’. Eu deitei no ombro dele, que ele falou, pra dormir. Só sei que acordei com ele me esmurrando a cara. Me esmurrando e xingando: ‘Filha da puta! Filha da puta!’. Aí ele foi tentar me dar o mata-leão e eu me protegi com o braço, então ele começou a me morder, me pegou pelos braços, me jogou no chão, subiu em cima de mim e começou a me esmurrar. Aí eu pedia pra ele parar, ele não parava e eu pedi socorro. Gritei o número do meu apartamento e depois não lembro de mais nada”, finaliza.

Entenda o caso

A empresária foi encontrada desacordada por policiais militares dentro do próprio apartamento após vizinhos ouvirem gritos de socorro e chamarem o zelador. A vítima contou que conversou com o agressor durante 8 meses até marcarem um encontro. Os dois dormiram e, segundo Elaine, ela acordou com socos desferidos por Vinícius, que ainda tentou dar uma “gravata” nela.

Elaine foi levada em estado grave no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, e, em seguida, transferida para uma unidade particular. Rogério Peres afirmou que ela teve o nariz fraturado, maxilar e dentes quebrados.

À polícia, o agressor disse que tomou vinho, dormiu e acordou em surto psicótico. O delegado-adjunto Rodrigo Freitas de Oliveira, da 16ª DP, onde o boletim de ocorrência foi registrado, pediu a prisão preventiva do acusado. Ele foi transferido para a Cadeia Pública Frederico Marques, em Benfica.

Ameaças e nomes falsos

Vinícius se identificou como “Felipe” ao porteiro, nome que ficou preenchido na folha de controle de entradas do condomínio, localizado na Zona Oeste do Rio. A informação foi passada pelo irmão da vítima, Rogério Peres, que teve acesso ao documento que registra as entradas no local.

Ele também ameaçou funcionários do prédio que foram pedir para que o casal parasse de brigar, segundo Rogério. “Entra então aqui para você ver o que acontece”, teria dito o agressor a um zelador.

A princípio, vizinhos acreditaram que tratava-se de uma confusão entre os dois, mas somente quando os gritos de socorro ficaram mais altos é que o porteiro foi chamado. Seguranças foram até o local e já encontraram a porta entreaberta e a mulher deitada em uma poça de sangue.

“Pegaram o Vinicius já na portaria, onde ele foi algemado pela polícia e preso em flagrante”, afirmou Rogério.