Espanha confirma primeira morte por varíola dos macacos na Europa, segunda fora da África

O Ministério da Saúde da Espanha confirmou nesta sexta-feira o primeiro óbito da Europa pela varíola dos macacos, e o segundo fora do continente africano. No comunicado, a pasta espanhola não deu mais detalhes sobre o caso, e acrescentou apenas que a demanda por hospitalização no país é de cerca de 3,2% dos diagnósticos. Mais cedo, o Brasil se tornou o primeiro país a anunciar uma morte pelo vírus monkeypox fora da África, onde a doença é endêmica. O paciente brasileiro foi um homem, de 41 anos, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

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A Espanha é um dos países mais afetados pela doença. De acordo com o relatório divulgado pelo ministério espanhol, foram 4.298 pessoas diagnosticadas até agora na região. De acordo com a atualização mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou a situação do vírus monkeypox como emergência pública internacional no último sábado, já foram registrados mais de 16 mil casos da doença em ao menos 75 países. Até então, havia apenas cinco mortes confirmadas, todas em países da África.

O Brasil, que já acumula mais de mil casos, foi o primeiro país de uma região onde o vírus não é endêmico a registrar um óbito. De acordo com o Ministério da Saúde, o paciente tinha comorbidades e um quadro de imunossupressão por estar passando por uma quimioterapia para tratar um câncer no sistema linfático, um linfoma. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital público da capital mineira e morreu devido a um choque séptico, quando a infecção se alastra pelo corpo. A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais informou que o óbito foi registrado na quinta-feira.

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A doença é uma versão semelhante à varíola erradicada em 1980, embora mais rara, mais leve e com a transmissão entre pessoas mais difícil de acontecer, segundo a OMS. Existem duas variantes conhecidas do vírus monkeypox, associadas à África Ocidental (West clade) e à África Central na região do Congo (Congo clade). A primeira, causa do surto atual, é mais leve, com taxa de mortalidade de cerca de 1%. Ainda assim, as mortes no Brasil e na Espanha foram as primeiras registradas até agora entre os milhares de casos em lugares não endêmicos.

A transmissão acontece principalmente por contato com as lesões causadas na pele, como bolhas, e pelos fluidos corporais. Além disso, a OMS reconhece que a via respiratória também é uma meio de entrada para o vírus, mas sendo necessário um contato próximo e prolongado, motivo para a transmissibilidade considerada mais baixa do agente.

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As formas de contaminação, portanto, englobam o contato íntimo, com uma série de registros sendo associados relações sexuais. Por isso, a OMS alerta para que pessoas com muitos parceiros sexuais estejam atentas aos sintomas. São eles febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos linfonodos e erupções na pele (lesões) como bolhas que começam no rosto e se espalham para o resto do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença costuma apresentar um quadro leve, e as manifestações desaparecem sozinhas dentro de duas a três semanas.

Em caso de sintomas, os especialistas orientam a busca pelo serviço médico o mais rápido possível, assim como na situação de contato com pessoas sintomáticas. O período de incubação do vírus é longo, geralmente de 6 a 13 dias, mas podendo variar de 5 a 21 dias, segundo a OMS, o que pode levar a uma demora para o surgimento dos sinais.

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