Espanha passa a exigir teste PCR negativo a visitantes de 'países de risco'

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Um trabalhador de saúde coleta uma amostra de esfregaço de um homem em um centro de teste temporário para COVID-19 em Ronda, em 11 de novembro de 2020. O número de mortos na Espanha aumentou mais de 40.000 hoje, com infecções ultrapassando 1,4 milhão, enquanto a taxa de novos casos continuou crescer, mostraram dados do ministério da saúde.
Um trabalhador de saúde coleta uma amostra de esfregaço de um homem em um centro de teste temporário para COVID-19 em Ronda, em 11 de novembro de 2020. O número de mortos na Espanha aumentou mais de 40.000 hoje, com infecções ultrapassando 1,4 milhão, enquanto a taxa de novos casos continuou crescer, mostraram dados do ministério da saúde.

A Espanha exigirá aos visitantes vindos de "países de risco" com alta incidência do novo coronavírus um exame PCR negativo realizada em menos de 72 horas a partir de 23 de novembro, anunciou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (11). 

Todo passageiro vindo de um desses países terá que garantir que "dispõe de um PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores à sua chegada na Espanha", e as autoridades poderão solicitar "a contra-prova do resultado" a qualquer momento, explicou o ministério em um comunicado. 

"As agências de viagem, as operadoras turísticas e as companhias de transporte aéreo ou marítimo (...) deverão informar aos passageiros" sobre este novo requerimento, afirmou. 

Até agora, os viajantes internacionais deviam responder a um questionário de saúde antes de entrar na Espanha e ter sua temperatura tomada.

Para determinar os "países de risco" dentro da Europa serão seguidos os critérios aprovados pela União Europeia, que levam em consideração a incidência acumulativa do vírus em catorze dias, a taxa de positividade dos testes e a quantidade de testes realizados por 100 mil habitantes.

Para países terceiros, a decisão se baseará na incidência acumulada em catorze dias.

Esta disposição responde a uma recomendação europeia que busca uniformizar as medidas adotadas nos diferentes países da UE, indicou o ministério.

No momento em que a segunda onda da pandemia atinge a Europa, a Grécia já solicita um PCR negativo para permitir a entrada em seu território, a Itália exige o exame apenas de visitantes de alguns países, enquanto a França realiza testes rápidos em aeroportos em passageiros vindos de países fora da Europa.

Totalizando 40 mil mortes e 1,4 milhões de contágios, a Espanha é um dos países europeus mais afetados pela pandemia.

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