Espanha registra mais de cem mortes e 2.000 casos da doença em 24 horas

Segundo dados compilados até às 9h da manhã de hoje e divulgados pelo ministério da saúde da Espanha, o país registrou até agora 288 vítimas fatais, 100 a mais que nos sábado, e 7.753 pessoas infectadas, 2.000 a mais que na véspera, pelo novo coronavírus.

A atualização do balanço foi divulgada depois que o governo decretou estado de alerta no sábado, o que impõe várias restrições ao deslocamento dos habitantes, em um tentativa de frear a escalada de contágios na Espanha, o segundo país europeu mais afetado depois da Itália.

O governo ordenou o fechamento de todas as escolas, restaurantes e bares, estendendo as medidas que várias autoridades regionais, incluindo Madri e Catalunha, haviam adotado na sexta-feira. A medida reverte um posicionamento de apenas 24 horas antes do Executivo, quando o premier Pedro Sánchez decidiu esperar para decretar o confinamento, apesar de críticas da oposição e de membros do próprio governo. Na noite de sábado, foi anunciado que a mulher de Sánchez, Doña Begoña Gómez, está infectada.

Na Espanha, os transportes públicos serão restringidos, e operações de linhas aéreas, trens, ônibus e embarcações deverão reduzir seus serviços ao menos pela metade, enquanto qualquer avião, trem, ônibus ou outros meios de transporte só poderão circular com um terço da capacidade. O objetivo do governo é reduzir os deslocamentos que não sejam para comprar comida ou remédios.

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O decreto espanhol, no entanto, não prevê o fechamento das fronteiras do país. Empresas serão obrigadas a deixar seus funcionários trabalharem de forma remota, enquanto procedimentos judiciais serão suspensos. O governo terá autoridade para intervir em firmas privadas que não acatarem as ordens. O Ministério do Interior da Espanha controlará todas forças policiais, inclusive locais e regionais. Os Ministérios de Saúde e de Transportes também poderão se sobrepor a algumas autoridades locais e regionais.

Sánchez deixou claro que todo o país deve se colocar a serviço da luta contra o vírus, incluindo todo o setor privado e o Exército, e pediu desculpas por demorar a agir. O premier, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de centro-esquerda, minimizou divergências com o aliado Unidas Podemos, que integra a coligação de governo. Ele pediu desculpas por ter demorado a agir e disse que o governo “usará todos os recursos à disposição para combater a curva de contágio”.