Espanha volta a exigir máscaras em espaços abertos, e ômicron já domina vários países da Europa

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma máscara facial, para prevenção ao novo coronavírus. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma máscara facial, para prevenção ao novo coronavírus. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A alta dos casos de Covid impulsionada pela variante ômicron do coronavírus levou a Espanha a reintroduzir a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre, anunciou o premiê Pedro Sánchez nesta quarta-feira (22).

Com cerca de 80% da população vacinada contra a doença e a aplicação da dose de reforço do imunizante avançando, o governo espanhol conseguiu conter a quarta onda que atingiu outros países da Europa, mas a situação agravou-se com a chegada da ômicron.

Os números da doença dispararam no país, levando a um recorde de quase 50 mil novas infecções nesta terça (21), embora o volume de internações e de pacientes em tratamento intensivo permaneça baixo, quando comparado a outras ondas da Covid.

A ômicron foi responsável por quase metade de todas as novas infecções registradas na Espanha na semana encerrada em 18 de dezembro, ante 3% na semana anterior. O governo do premiê Sanchez também planeja destinar 292 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão) para fortalecer o setor de atenção primária.

A administração do primeiro-ministro lida com o desafio de promover acordos entre as administrações regionais, que conflitam em relação às medidas tomadas para frear o avanço da doença.

Na Catalunha, onde a ocupação de UTIs é quase o dobro da média nacional de 30%, a administração de esquerda ordenou o fechamento de casas noturnas e impôs limites para reuniões. Já na capital Madri, a líder conservadora Isabel Diaz Ayuso prometeu manter o setor de turismo sem restrições independentemente do desenrolar da pandemia.

O agravamento da crise sanitária não é exclusividade da Espanha. O Reino Unido registrou nesta quarta o número recorde de 106 mil novos casos diários de Covid, de acordo com informações oficiais.

Dados da Agência de Segurança de Saúde mostram que os casos confirmados de ômicron chegaram a 69.147 na Inglaterra. Na Escócia, já são 1.652 casos de Covid pela nova variante e, no País de Gales, 941. Não há números atualizados disponíveis sobre a Irlanda do Norte devido a problemas no fluxo de dados.

O Reino Unido tinha, até terça (21), 195 pacientes hospitalizados com a ômicron, e 18 mortes de pessoas infectadas com a variante foram confirmadas. O número total de pacientes com Covid internados ultrapassa 8.000, o que representa um aumento em relação aos últimos sete dias, mas está abaixo dos níveis de mais de 38 mil internações atingidos em janeiro deste ano.

O país é um dos mais afetados pela Covid na Europa, o que levou o premiê Boris Johnson a introduzir uma série de medidas de combate à pandemia, como a exigência do comprovante de vacinação para determinados espaços —pacote que levou a um racha dentro do Partido Conservador, do qual faz parte.

Diante da explosão de casos da doença, Boris voltou a afirmar, na segunda (20), que não hesitaria em introduzir mais restrições. Ainda assim, nesta quarta a Inglaterra anunciou a redução de dez para sete dias do período de quarentena para as pessoas vacinadas que tenham sido infectadas pelo coronavírus.

As autoridades justificaram que a medida foi baseada em orientações atualizadas de especialistas em saúde e que poderia ajudar a aliviar a sobrecarga de serviços de saúde, que assistem à redução da mão de obra à medida que mais funcionários estão com Covid.

O secretário de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, disse que a medida foi baseada na orientação da Agência de Segurança de Saúde do governo e que um período de isolamento de uma semana junto com dois testes para a Covid com resultados negativos teve quase o mesmo efeito protetor que um período de isolamento de 10 dias.

O cenário mudou, também, em Portugal, país que tem uma das taxas de vacinação mais altas do mundo, com 87% da população com esquema vacinal completo. Quase 9.000 novos casos foram registrados na terça (21), maior número desde o início de fevereiro.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que a ômicron desencadeará um número recorde de infecções nos próximos dias, e o premiê Antonio Costa pediu que as pessoas limitem ao máximo seus contatos pessoais. O governo anunciou novas restrições, como o fechamento de boates e bares, e pediu que os cidadãos trabalhem de casa por pelo menos duas semanas após o Natal.

Na Suécia, o governo, que já teve sua resposta à crise sanitária descrita como lenta e insuficiente por uma comissão independente, impôs limite de 50 pessoas em encontros privados e a necessidade do comprovante de vacinação em eventos com mais de 500 pessoas. Bares e restaurantes só podem atender clientes sentados, e lojas terão de limitar o número de clientes para evitar aglomeração.

O país nórdico registrou 12.681 novos casos de Covid de sábado (18) a segunda (20), e a expectativa é de que o número de novas infecções aumente nas próximas semanas devido à ômicron, mais transmissível. O pico projetado pelas autoridades seria em janeiro e pode chegar a 15.000 novos casos diários, número recorde.

"O ritmo de novas infecções está aumentando rapidamente e estamos vendo mais pressão no sistema de saúde", disse a primeira-ministra Magdalena Andersson, recém-eleita, a repórteres. "A propagação da nova variante ômicron é preocupante."

O governo alemão projeta que a ômicron se tornará a cepa dominante no país dentro de três semanas e encomendou 80 milhões de doses da vacina contra a Covid para entrega entre abril e maio de 2022.

As autoridades do país anunciaram, na terça, novos limites a reuniões privadas, o fechamento de boates e discotecas e a proibição da torcida em jogos de futebol a partir de 28 de dezembro.

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