Espanhol Manolo Blahnik é autorizado a usar seu próprio nome como marca na China após 22 anos de litígio

Manolo Blahnik, um designer espanhol de sapatos de luxo com sede no Reino Unido, anunciou nesta terça-feira sua vitória judicial em um longo processo na China para usar seu próprio nome como marca comercial no país, onde "Manolo & Blanik" constava num registro de outro empresário desde 1999. A aprovação de uso da "Manolo & Blanik" na China saiu em janeiro de 2000. No país, costuma prevalecer o sistema de primeiro registro do nome. No entanto, a empresa britânica do estilista espanhol apresentou uma reclamação ao escritório de marcas chinesas naquele mesmo ano, dando início a uma batalha judicial de duas décadas.

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A marca ganhou notoriedade entre o público em geral graças à série de televisão "Sex and the City", cuja protagonista, a colunista nova-iorquina Carrie Bradshaw, não resiste a um par de sapatos Manolo Blahnik, que pode valer mais de mil dólares.

"Estamos honrados e gratos pelo apoio que recebemos na China e internacionalmente, tanto na indústria da moda quanto fora dela", disse o estilista espanhol, de 79 anos, fundador e diretor criativo da marca, em comunicado.

Sua marca, que não tem acesso ao enorme mercado chinês há duas décadas, está "ansiosa" para recuperar o tempo perdido "compartilhando a história, os designs e as paixões de Manolo", acrescentou Kristina Blahnik, CEO da empresa e sobrinha do fundador.

"Manolo Blahnik continuará a proteger vigorosamente suas marcas em todo o mundo", acrescentou.

O caso perante o Supremo Tribunal Popular da China durou 22 anos, acumulando petições e recursos. Ele defendeu sua existência desde a década de 1970 e denunciou que o chinês não usou a marca, ou agiu de má fé.

Após uma audiência realizada em janeiro passado, um julgamento final em junho finalmente deu razão ao criador e confirmou a invalidação do primeiro registro do nome.

Muitos grupos ocidentais na China passaram por casos de violação de marca, descobrindo quando começaram a comercializar seus produtos que seu nome já havia sido registrado por uma empresa local.

Em 2016, a Suprema Corte chinesa decidiu que um fabricante local de equipamentos esportivos não poderia mais usar a transcrição fonética em mandarim do sobrenome da lenda do basquete americano Michael Jordan, após vários anos de processos.

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