Espanhol que caminhava até o Catar para a Copa do Mundo está preso no Irã, diz TV

O espanhol Santiago Sánchez Cogedor, de 40 anos, pretendia fazer uma caminhada de Madrid até o Catar para assistir a Copa do Mundo e torcer por sua seleção. Sua jornada, no entanto, foi interrompida no Irã, onde ele foi detido e levado para um presídio na capital do país. Ele fez o último contato com a família quando ele estava prestes a chegar à fronteira do Curdistão com o Irã, em 2 de outubro.

A informação foi confirmada por um amigo de Sánchez, em entrevista à BBC.

— Ele foi preso e agora está em uma prisão de Teerã — disse Francho Salamanca, à rede de televisão britânica.

A Organização Hengaw para os Direitos Humanos, com sede no Curdistão iraquiano, informou que Sanchez foi "sequestrado por forças de segurança iranianas" depois de visitar o túmulo de Mahsa Amini, que morreu sob custódia após ser presa por supostamente usar seu hijab de forma incorreta.

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha disse à BBC que a representação diplomática espanhola está em contato com as autoridades iranianas, mas não deu detalhes da situação. O Ministério das Relações Exteriores do Irã também foi procurado pela rede de TV, mas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Viagem para a Copa

Sanchez iniciou em 8 de janeiro uma jornada a pé da cidade espanhola de Alcalá de Henares, nos arredores de Madrid, até o Catar para assistir a Copa do Mundo e torcer por sua seleção.

Durante a viagem, Sanchez passou por países como França, Itália, Grécia e Turquia. Em todos eles fez fotos, vídeos e participou de atividades sociais.

Na Turquia ele chegou a ser convidado para uma festa de casamento. Em Atenas ele catou lixo na beira da praia. Suas últimas postagens são do Curdistão, onde ficou hospedado na casa de uma família local e registrou a rotina com os anfitriões.