OMS investiga morte de 9 pessoas na Libéria, mas descarta ebola como causa

Genebra, 28 abr (EFE). - A Organização Mundial da Saúde (OMS) está auxiliando autoridades da Libéria a determinar a causa de 17 pessoas adoecerem e nove delas morrerem quase que imediatamente, apesar de a possibilidade de se tratar de um novo surto de ebola já ter sido descartada.

A Libéria foi um dos três países - assim como Guiné e Serra Leoa - que sofreram em 2014 e 2015 a maior epidemia de ebola já registrada.

Em coletiva de imprensa, a porta-voz da OMS, Fadéla Chaib, explicou que nesta semana as autoridades da Libéria informaram da morte inesperada de várias pessoas no Francis Grant Hospital, em Greenville, sem que fosse possível determinar a causa dos falecimentos nem o motivo pelo qual adoeceram.

As investigações do sistema de saúde do país determinaram que todas as pessoas doentes tinham ido ao enterro de um líder religioso local. Imediatamente todos os alarmes foram acionados perante a possibilidade de que fosse ebola, "mas o Laboratório Nacional da Libéria estudou sete amostras provenientes dos cadáveres e descartou que fosse tal doença", especificou a porta-voz.

Fadéla afirmou que não foi possível determinar o motivo porque apenas sete amostras foram analisadas até agora. O que foi confirmado é que funcionários da OMS que já estavam no país estão colaborando com as autoridades locais, bem como especialistas dos Centros para o Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Todos os pacientes apresentaram febre alta, diarreia e vômitos, sintomas similares aos que apresentam pessoas com ebola. Perante esta situação, o governo estabeleceu medidas de precaução para evitar o contágio, como isolar os pacientes e usar roupas de proteção especial.

"Estão investigando se houve, por exemplo, contaminação alimentar ou do entorno, se pode haver outro patógeno, outro vírus, outra bactéria que compartilhem", explicou a porta-voz da OMS.

A epidemia de ebola na África causou mais de 11.300 mortes e destruiu os já precários sistemas de saúde. Desde então, programas de vigilância foram reforçados para evitar que um novo surto passe despercebido. EFE