Especialistas avaliam que modelo de concessão da Cedae poderia ser ampliado

Felipe Grinberg
Estação de tratamento do Guandu abastece a cidade do Rio e municípios da Baixada Fluminense

RIO — Em meio a crise da água e as negociações com a Defensoria Pública para definir um percentual de desconto na conta, o governo estuda maneiras de aumentar os lucros com a venda de parte dos serviços da Cedae. O leilão para a concessão de distribuição de água e tratamento de esgoto no estado deve ocorrer em outubro. Depois, Witzel pretende vender 60% das ações da Cedae, como O GLOBO antecipou nesta terça-feira. Especialistas, porém, apontam que o modelo elaborado junto ao BNDES poderia englobar também o tratamento de água potável.

Para Fernando Alfredo, presidente da Associação brasileira de Regulação, a ideia do governador da criação de uma nova empresa concorrente da Cedae para administrar a futura estação de tratamento (ETA) Guandu 2 é boa. Segundo Alfredo, englobar todas as etapas de produção, poderia diluir o valor da tarifa do tratamento de esgoto.