Especialistas dos EUA orientam a não compartilhar cigarros de cannabis

Para evitar a disseminação do novo coronavírus, os fumantes de maconha devem evitar compartilhar seus cigarros e preferir produtos comestíveis, alertaram profissionais da indústria dos Estados Unidos

Para evitar a disseminação do novo coronavírus, os fumantes de maconha devem evitar compartilhar seus cigarros e preferir produtos comestíveis, alertaram profissionais da indústria dos Estados Unidos nesta quarta-feira.

"Em diferentes culturas que usam cannabis, a prática de compartilhar um cigarro com amigos tem sido uma prática social comum", disse Erik Altieri, diretor-executivo da NORML, um dos principais lobbies pró-cannabis da América.

"Mas considerando o que sabemos sobre a Covid-19 e sua transmissão, seria lógico parar de fazer isso durante esse período", informou através de um comunicado.

Ele também pediu aos consumidores que não compartilhem diferentes dispositivos de inalação de maconha (como cachimbos ou vaporizadores) e os limpem com álcool.

Para os consumidores mais frágeis, a NORML recomenda evitar inalações porque o coronavírus é "uma doença respiratória" e a fumaça "pode gerar tensão e fadiga pulmonar".

Altieri também lembrou que "produtos comestíveis e tinturas" que contêm cannabis "eliminam completamente a exposição à fumaça".

O novo coronavírus matou pelo menos 115 pessoas nos Estados Unidos, onde em 2019 havia cerca de 25 milhões de fumantes de cannabis, de acordo com a NORML.

A maconha é legalizada em diferentes níveis - por razões médicas ou recreativas - em 47 dos 50 estados. Mas ainda é considerada uma droga perigosa no nível federal, assim como cocaína, heroína ou LSD..