Esperança vencerá radicalismo e Bolsonaro foi grande perdedor, diz Covas

ARTUR RODRIGUES
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em seu primeiro discurso após resultados que o colocam no segundo turno, prefeito Bruno Covas (PSDB) atacou o que vê como radicalismos de adversários e se colocou como uma candidatura que tem como características a experiência e moderação. As declarações foram dadas na noite deste domingo (15), durante entrevista coletiva no escritório estadual do partido, nos Jardins. "A experiência venceu o radicalismo no primeiro turno e a experiência vai vencer o radicalismo no segundo turno", disse Covas. "Nosso grande diferencial é que não apenas a gente apresenta promessas, mas mostramos experiência". Questionado pela reportagem sobre os motivos de se referir ao adversário Guilherme Boulos (PSOL), ele afirmou que era o repórter e não ele quem dizia que o candidato é radical. "Eu só falei que vou vencer o radicalismo". O prefeito definiu como radicalismo "desrespeito à lei, à ordem, à democracia, à união de forças. Isso é o radicalismo que a cidade de São Paulo não quer". Apesar do tom crítico, Covas argumentou que, no segundo turno, continuará focando a campanha em assuntos da cidade de São Paulo e que espera conseguir manter. Covas também também criticou Bolsonaro, que, para ele, é um dos grandes perdedores das eleições. "Foi um grande erro do presidente ter tentado se intrometer na eleição aqui na cidade de Sâo Paulo. A população refutou essa participação. Não tenho a menor dúvida de que ele é um dos grandes perdedores nessa eleição", disse, referindo-se ao apoio de Bolsonaro ao candidato Celso Russomanno (Republicanos), que naufragou de novo nessas eleições. O prefeito estava acompanhado do governador João Doria (PSDB), que foi escondido durante todo o primeiro turno. Perguntado sobre o assunto, ele afirmou que foi uma campanha atípica. "Não tem o governador largar 645 municípios do estado para fazer campanha", disse. Covas ainda afirmou que no segundo turno construirá uma frente ampla. Ele ainda afirmou que não negará apoios, incluindo um eventual do candidato Russomanno, que passou o primeiro turno fazendo duros ataques a ele. "Apoio não se nega. Vamos aceitar qualquer apoio dentro do campo democrático". O prefeito afirmou que não teme ser prejudicado pela distribuição igual do tempo de TV, uma vez que tinha 40% de todo o tempo no primeiro turno. Covas afirmou que enfrentou vários candidatos de oposição no primeiro turno, que, somados, tinham mais tempo que ele.