"Espero que Trump ganhe", diz Bolsonaro

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(ARQUIVO) Nesta foto de arquivo tirada em 06 de maio de 2019, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (R) e seu filho Flavio participam de uma cerimônia pelos 130 anos da Escola Militar do Rio de Janeiro (CMRJ)
(ARQUIVO) Nesta foto de arquivo tirada em 06 de maio de 2019, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (R) e seu filho Flavio participam de uma cerimônia pelos 130 anos da Escola Militar do Rio de Janeiro (CMRJ)

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira(04)que espera que Donald Trump seja reeleito nos Estados Unidos, enquanto a contagem de votos na acirrada disputa pela Casa Branca avançava.

"Vocês sabem a minha posição, é clara, isso não é interferência, tenho uma boa política com Trump, espero que ele seja reeleito", disse o presidente em frente à sua residência oficial em Brasília, enquanto conversava com apoiadores. 

Bolsonaro, que fez de seu alinhamento com Washington um pilar de sua diplomacia, foi apelidado de "Trump dos trópicos" e não esconde sua admiração por seu homólogo americano. 

Questionado sobre aqueles que consideram que seu apoio aberto à reeleição de Trump constitui ingerência na política internacional, o líder brasileiro respondeu ironicamente: 

"A minha interferência você quer como? Econômica, militar, bélica ou cibernética?", brincou com seus apoiadores.

Bolsonaro criticou o candidato do Partido Democrata, Joe Biden, que está concorrendo à presidência com Trump, por instar o Brasil a preservar sua floresta amazônica. 

"O candidato democrata em duas oportunidades falou sobre a Amazônia. É isso que vocês querem para o Brasil? Aí sim é uma interferência de fora para dentro", disse. 

A Amazônia se tornou uma questão delicada para Bolsonaro desde que Biden afirmou em seu primeiro debate contra Trump em setembro que planejava arrecadar fundos da comunidade internacional e oferecer ao Brasil vinte bilhões de dólares para "parar a destruição da selva". 

“Se não o fizerem (parar o desmatamento), terão consequências econômicas significativas”, disse Biden durante a reunião. 

Bolsonaro, fortemente criticado dentro e fora do Brasil pela explosão das taxas de desmatamento e incêndios florestais desde o início de seu mandato em 2019, descreveu a declaração como "desastrosa e desnecessária".

jhb/pr/mel/yow/jc/cc