Espionagem da Rússia caiu pela metade, diz chefe da inteligência britânica

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A capacidade de espionagem da Rússia na Europa caiu "pela metade" após a expulsão de pelo menos 400 agentes de inteligência de diversos países, disse à CNN o chefe do Serviço Secreto de Inteligência britânico (conhecido também como MI-6), Richard Moore.

Segundo ele, os agentes trabalhavam "com o disfarce diplomático" nos países, e vários "ilegais", ou espiões russos que operavam disfarçados de civis comuns, também foram expostos e presos nos últimos meses.

Richard Moore também acredita que as tropas russas estão em um momento de perda de fôlego diante da necessidade de repor soldados perdidos, além de precisarem encarar o contra-ataque ucraniano conduzido com armas de longo alcance — como os Himars enviados pelos Estados Unidos.

"Nossa avaliação é que os russos terão cada vez mais dificuldade para fornecer material de ataque às trocas nas próximas semanas", disse ele. "Eles terão que fazer uma pausa e isso dará aos ucranianos a oportunidade de revidar".

Para Moore, os ucranianos ainda lutam com uma "moral alta" diante das "quantidades crescentes de bom armamento".

"A Rússia, por outro lado, falhou significativamente em seus objetivos iniciais de tomar Kiev e derrubar o governo", avaliou.

GUERRA

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, admitiu nesta semana que os objetivos do país na Ucrânia vão além das conquistas de Donetsk e Lugansk, províncias de maioria étnica russa na região do Donbass.

"A geografia agora é diversa. Não há apenas as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, mas também as regiões de Kherson e Zaporizhzhia e uma série de outros territórios, e esse processo continua, de modo constante e obstinado", disse Lavrov em entrevista à agência Ria-Novosti e ao canal RT, ambos estatais.

No início da guerra, em fevereiro, a Rússia chegou a tentar conquistar a capital Kiev, mas recuou diante da resistência ucraniana e passou a se concentrar na tomada de todo o Donbass, que já era palco de conflitos separatistas desde 2014.

No entanto, as tropas russas também já controlam a maior parte da província de Kherson e miram a vizinha Zaporizhzhia, que são cruciais para estabelecer um corredor terrestre entre a Crimeia anexada e o Donbass.

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