Polícia encontra arma em pantufa de coronel da PM acusado de violência doméstica

Violência doméstica: mulher foi tortura e ameaçada em casa. Foto: Getty Images.
Violência doméstica: mulher foi tortura e ameaçada em casa. Foto: Getty Images.
  • Polícia encontra arma escondida em pantufa de marido

  • Mulher relatou que sofreu violência doméstica durante quatro décadas

  • Homem dormia com arma apontada para esposa

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de um coronel reformado da Polícia Militar do DF (PMDF), de 76 anos, no Distrito Federal. Sua esposa, de 60 anos, com quem é casado há mais de 40 anos, denunciou que vivia uma vida de violência doméstica e ameaças ao lado do marido.

Em relatos à polícia, a mulher, que não teve o nome divulgado, afirmou que o marido dormia com a arma apontada para ela. Eles viviam na Colônia Agrícola Samambaia. As informações são do portal Metrópoles.

Os mandados foram cumpridos por agentes da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) após determinação da Justiça do Distrito Federal, assinada pelo juiz Carlos Bismarck de Azevedo Barbosa. No local, foi encontrado um revólver carregado guardado dentro de uma pantufa.

A denúncia da esposa foi feita no último domingo (28). Segundo ela, durante as quatro décadas em que esteva casada, sofreu todo tipo de tortura, incluindo espancamentos, humilhações e chegou a ser probida de trabalhar. Ela informou aos agentes que seu marido sempre anda armado e que chegou a dizer que a mataria, antes que ele morresse de velhice.

Em certo momento, a mulher se mudou para a casa do filho, mas as ameaças seguiram e parentes pediram que ela se escondesse.

Na mesma decisão, o juiz concedeu uma medida protetiva à esposa.

“A palavra da vítima tem grande relevância nesse momento processual, pelo que a informação por ela trazida no sentido de que tem sido vítima de violência doméstica ao longo dos anos, que seu esposo é militar reformado e atualmente sofre de demência, demonstra a necessidade de se conceder medidas para a sua proteção”, escreveu.

“Deste modo, em face da gravidade dos fatos narrados e a fim de evitar a ocorrência de novos desentendimentos entre as partes que culminem em violência doméstica em desfavor da vítima, devem ser deferidas as medidas protetivas de proibição do agressor de se aproximar da vítima, bem como a proibição do autor de frequentar a residência da vítima, mantendo distância mínima de 300m do local”, concluiu.

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