Esposa comemora novo emprego de Sergio Moro: “Finalmente poderemos ter nossa vida”

Ana Paula Ramos
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Rosangela Moro e o marido, Sergio Moro
Rosangela Moro e o marido, Sergio Moro (Reprodução/Instagram)

A advogada tributarista Rosangela Moro comemorou o novo emprego do marido, o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro, em entrevista ao site UOL.

Moro anunciou nesta semana que se tornou sócio-diretor da consultoria norte-americana de gestão de empresas Alvarez & Marsal, que já faturou mais de R$ 30 milhões com processos de recuperação judicial de empresas investigadas pela Lava Jato.

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"Agora a gente pode, finalmente, ter a nossa vida, exercer nossos trabalhos”, afirmou.

Apesar das críticas que Moro vem sofrendo pela decisão, a advogada defendeu o novo trabalho do marido. “Na iniciativa privada, há um campo muito grande para se fazer o trabalho anticorrupção”, disse.

Perguntada sobre uma eventual candidatura do ex-ministro à Presidência da República em 2022, Rosangela classificou como “especulação”.

"É tudo por especulação. Sergio nunca se colocou como candidato. Hoje a gente está em 2020 e no meio da pandemia. Acabou essa fase da função pública dele. Agora a gente está focado nele se inserindo na iniciativa privada. Nossos projetos não vão até 2022", disse ela.

"Nem passa pela minha cabeça isso, porque a gente tem um turbilhão de trabalho, de atividades para desenvolver. Não é muito da minha personalidade também ficar imaginando [como seria Moro na Presidência]. Sou mais prática e mais pé no chão. É um dia de cada vez”, acrescentou.

Rosangela lançou recentemente o livro “Os Dias Mais Intensos - Uma História Pessoal de Sergio Moro”, em que exalta a carreira do marido e relata a “fritura” a que Moro foi submetido no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ela admitiu também que votou no PT em 2002, mas defendeu o voto em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

"Digo com tranquilidade que já votei no PT, em 2002, mas no PT de 2018 eu não queria votar. Bolsonaro surgiu no cenário como um outsider, alguém que seria 'fora do sistema' e que se propunha a mudar os rumos do país. Alguém que se mostrava disposto a combater a corrupção e o foro privilegiado, os quais contribuem para o nosso atraso como nação e para a impunidade”.

No início de 2020, chegou a dizer: “Eu não vejo o Bolsonaro, o Sérgio Moro. Eu vejo o Sérgio Moro no governo do presidente Jair Bolsonaro, eu vejo uma coisa só”.

Mas, depois da saída de Moro do governo, ela não tem poupado críticas ao governo de Bolsonaro.

"Ainda bem que vivemos em um país que não tem covid, que não tem corrupção, não tem apagão, que não tem negacionismo, que tem moeda forte, que é seguro, que os serviços públicos funcionam, que professores são reconhecidos, que não tem reeleição por emenda, que tem um líder estadista e não tem abalo em relações diplomáticas!”, ironizou nas redes sociais.