Esposa de militante do PT assassinado faz desabafo nas redes sociais

Pamela Silva e Marcelo Arruda com os dois filhos, durante a celebração do aniversário do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (Foto: Reprodução)
Pamela Silva e Marcelo Arruda com os dois filhos, durante a celebração do aniversário do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (Foto: Reprodução)

Pamela Silva, esposa de Marcelo Arruda, militante do PT assassinado por um apoiador de Jair Bolsonaro (PL), usou as redes sociais para desabafar sobre a perda do marido. Ela desejou que a “energia do ódio” não tivesse atingido a família.

O casal se conhecia há dez anos e tinha dois filhos, um deles, um bebê. Marcelo Arruda comemorava o aniversário de 50 anos no último sábado (9), em uma festa cujo tema era o Partido dos Trabalhadores, legenda do qual era tesoureiro na cidade de Foz do Iguaçu. Jorge José da Rocha Guaranho, apoiador de Bolsonaro, foi até o local da comemoração e, dizendo palavras de apoio ao presidente, atirou em Marcelo, que morreu.

Pamela relatou que o casal planejou a festa durante dias e lembrou da alegria de estar perto do marido. “Você me deu razão para viver… Primeiro nossa filha linda e inteligente a Helena, e agora nosso bebê Pedro. Eu sinto tanto … Você tinha tantos planos, tantos projetos… Nós tínhamos tantos planos juntos”, escreveu, ao publicar uma foto dos dois com os filhos.

O filho mais novo de Pamela e Marcelo tinha 40 dias. O militante petista tinha ainda outros dois filhos.

A viúva de Marcelo Arruda afirmou estar com dificuldades de seguir em o marido. “Queria tanto que tempo voltasse pra mudar o resultado dessa dor… Teríamos permanecidos em casa bem quietinhos para que nada pudesse acontecer. Que essa energia do ódio não tivesse nos atingido. Te amo, te amo e te amarei para sempre!”

Prisão preventiva

O Ministério Público do Paraná (MPPR), informou que decretou a prisão preventiva do apoiador de Bolsonaro suspeito de assassinar o tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na madrugada do último domingo (10). O anúncio foi feito em coletiva do órgão na manhã desta segunda-feira (11).

Tiago Lisboa Mendonça, promotor de Justiça, informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a partir de agora fará parte da equipe de investigações e destacou que alguns pontos precisam ser apurados.

"Vários pontos precisam ser esclarecidos. Qual razão ele esteve no local? Foi apurado de que ele era membro de uma associação da região. Em razão de que ele poderia estar ai fazendo rondas externas que eram feitas, mas é necessário apurar se dentro dessa ronda, ia até aquele ponto específico. [...] Outro motivo é se havia alguma indicação de que ali ocorria festa temática, música e afins. [...] Para a apuração talvez façamos a reprodução simulada dos fatos. [...] Quanto antes esclarecer os fatos, por qual razão esse crime bárbaro foi cometido e punir o responsável ou responsáveis", disse o promotor durante a coletiva.

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