Esquerda celebra possível adesão de PSDB e PSD a impeachment de Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro fala a apoiadores no dia 7 de Setembro em São Paulo
Presidente Jair Bolsonaro fala a apoiadores no dia 7 de Setembro em São Paulo (Photo by Amauri Nehn/NurPhoto via Getty Images)

Após as falas golpistas do presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro, PSDB e PSD analisam o apoio ao impeachment de Bolsonaro, o que foi comemorado pelos líderes de partidos da esquerda à colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

“Até que enfim, né? Acho importante. O que mais ele precisa fazer para a gente ‘impichá-lo”, afirmou a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Segundo a deputada, a política brasileira atual divide-se em “dois campos claros”. “O democrático, que envolve os partidos de esquerda, de centro e da direita liberal, que participaram da abertura democrática do país. E o autoritário, que é Bolsonaro”, disse.

“Está mais do que na hora de esses partidos [do campo democrático] estarem unidos para tirar esse homem de onde está”, acrescentou Gleisi.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, avalia que a sinalização do PSDB e do PSD é importante e resulta de “uma reação natural” que Bolsonaro está provocando em todos os democratas”, cuja “gota d’água” foram as manifestações de ontem incitadas pelo presidente contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Temos que jogar a democracia contra ele [Bolsonaro]. Nesse momento, a democracia contra ele é o impeachment”, disse.

Na avaliação do presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, a esquerda não tem votos suficientes para o impeachment, por isso, não se pode “escolher aliados”.

“Qualquer decisão que for tomada por esses partidos em relação a uma adesão ao impeachment é muito bem-vinda”, disse. “Temos consciência de que a oposição de esquerda e de centro esquerda não é suficiente para ter os votos necessários para dar abertura ao processo de impedimento do presidente”.

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, considerou as declarações de Bolsonaro nas manifestações de terça-feira (7) como “gravíssimas” e convocou uma reunião da diretoria executiva da legenda para discutir a posição do partido sobre o impeachment do presidente.

O PSD criou uma Comissão de Acompanhamento do Impeachment de Jair Bolsonaro. Segundo o presidente da legenda, Gilberto Kassab, há elementos para o impedimento de Bolsonaro e, caso o presidente insista na escalada de ataques contra as instituições democráticas, o partido pode apoiar a abertura do processo.

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