Esquerda consegue façanha histórica na Colômbia e novo presidente promete "política do amor"

Gustavo Petro, aliado de Lula, leva a esquerda pela primeira vez à presidência na Colômbia com o desafio de "um grande acordo nacional" para unir um país dividido. Diante da desconfiança dos investidores com as suas promessas de reformas, novo presidente adota um discurso moderado e prevê aplicar a "política do amor" e "desenvolver o capitalismo".

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

"Eu me chamo Gustavo Petro e sou o seu presidente", assim encerrou os 41 minutos de seu discurso de vitória o presidente eleito, responsável por levar a esquerda ao poder pela primeira vez na história da Colômbia. O ex-guerrilheiro, ex-legislador e ex-prefeito de Bogotá conseguiu a vitória na sua terceira tentativa de chegar à presidência. O esquerdista recebeu 50,4% dos votos contra os 47,3% de Rodolfo Hernández.

O discurso de Petro, focado em três eixos - paz, justiça social e justiça ambiental - detalhou seu programa de governo e sua estratégia para conseguir governar, aprovar as reformas e tranquilizar os mercados.

"Este dia é histórico. É uma história que estamos escrevendo neste momento. Uma história para a Colômbia, para a América Latina e para o mundo. Esta é a mudança real. Nela, comprometemos a própria existência. Não vamos trair o eleitorado", prometeu Petro.

"Depois de 214 anos, conseguimos um governo do povo, um governo popular, um governo das pessoas com as mãos de calos, um governo dos 'ninguém' na Colômbia", discursou a vice-presidente.

Desafio de unir o país para poder governar


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