Esquerda faz pressão para pagar a 'dívida da professorinha', diz Bolsonaro sobre precatórios

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  13-09-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice presidente Hamilton Mourão e dos ministros Anderson Torres (Justiça) e Paulo Guedes (Economia), durante cerimônia de sangamento do programa Habite Seguro, programa habitacional voltado aos profissionais das forças de segurança. No Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 13-09-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice presidente Hamilton Mourão e dos ministros Anderson Torres (Justiça) e Paulo Guedes (Economia), durante cerimônia de sangamento do programa Habite Seguro, programa habitacional voltado aos profissionais das forças de segurança. No Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (22) que a esquerda cobra o pagamento do "dinheiro da professorinha", mas não quis assumir a conta dos precatórios em governos anteriores.

Bolsonaro afirmou ainda que irá quitar parte destes custos com a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios, que dá calote em dívidas da União reconhecidas pela Justiça.

"Olha o que a esquerda faz. 'Ah, ele não quer pagar a dívida da professorinha de 20 anos atrás'. É verdade que é o dinheiro da professorinha de 20 anos atrás. Por que o Lula não pagou?", disse o presidente.

As declarações foram feitas a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada e divulgadas por uma página bolsonarista no Youtube. A PEC foi aprovada na Câmara e está sob análise do Senado.

Na mesma conversa, Bolsonaro disse que poderia pagar "a dívida da professorinha" se furar o teto. Na sequência, afirmou que a ideia do governo é aprovar a PEC dos Precatórios.

A aprovação da PEC é prioridade do Executivo para garantir o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400 de dezembro até o final de 2022, ano em que Bolsonaro deve disputar a reeleição. O texto também abre espaço para outros gastos federais. Pela proposta, cerca de R$ 90 bilhões devem ser liberados para despesas no próximo ano.

Governo e Congresso fecharam um acordo para parcelar em três anos o pagamento de precatórios da educação em uma tentativa de destravar a proposta.

A versão da PEC dos Precatórios aprovada pela Câmara e que tramita atualmente no Senado pode afetar o pagamento de dívidas da União com aposentados e professores, entre outros grupos prejudicados pela regra que institui o calote a dívidas com sentenças judiciais, como mostrou a Folha.

"Se deixarem furar o teto, a gente paga. Não tem problema nenhum. O que a gente está fazendo: passou na Câmara, está no Senado. Dívidas de até R$ 600 mil, aí inclui a professorinha, a gente vai pagar. Acima, a gente vai parcelar", disse o presidente aos apoiadores.

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