Esquerda francesa concorda em princípio com rara coalizão para enfrentar Macron

Líder francês de extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon discursa durante comemorações do Dia do Trabalhador em Paris

Por Michel Rose e Elizabeth Pineau

PARIS (Reuters) - O Partido Socialista da França e o partido de extrema-esquerda França Insubmissa (LFI) chegaram a um acordo em princípio nesta quarta-feira para formar uma aliança para as eleições parlamentares de junho.

O pacto de coalizão, com o qual os verdes e os comunistas concordaram no início desta semana, é uma tentativa de privar Macron da maioria no Parlamento na votação de 12 a 19 de junho e bloquear sua agenda pró-negócios, depois que ele foi reeleito presidente em abril.

"Podemos e vamos vencer Emmanuel Macron e podemos fazer isso com uma maioria para governar por um programa radical", disse o parlamentar da LFI Adrien Quatennens à rádio Franceinfo.

Se o acordo entre a LFI e os socialistas for confirmado, a esquerda francesa estará unida pela primeira vez em 20 anos.

O acordo foi elaborado sob a liderança do chefe incendiário da LFI, Jean-Luc Mélenchon, que deixou o Partido Socialista em 2008 depois de não conseguir abrandar a postura pró-União Europeia da legenda. Ele quer "desobedecer" as regras do bloco em questões de orçamento e concorrência e desafiar seus princípios de livre mercado.

Uma fonte do Partido Socialista (PS) disse que havia acordo sobre quem concorreria e sobre a estratégia geral, mas que os negociadores ainda precisam finalizar detalhes do próprio programa conjunto.

As políticas da nova aliança incluem planos para reduzir a idade de aposentadoria para 60 anos, aumentar o salário mínimo e limitar os preços de produtos essenciais.

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