EUA querem que força árabe substitua sua presença na Síria, diz WSJ

Nova York, 17 abr (EFE).- O Governo dos Estados Unidos quer estabelecer uma força árabe que substitua sua presença militar na Síria e ajude a estabilizar o nordeste do país após a derrota do Estado Islâmico (EI), informou nesta terça-feira o The Wall Street Journal (WSJ).

O jornal, que cita fontes anônimas da Administração, assegura que Washington está buscando que a Arábia Saudita, Catar e os Emirados Árabes Unidos forneçam bilhões de dólares para reconstruir o norte da Síria e enviem tropas a essa região.

John Bolton, o novo assessor de segurança nacional do presidente americano, Donald Trump, falou recentemente com o chefe da inteligência egípcia para conhecer a disposição do Cairo a participar, segundo o WSJ.

Trump deixou claro durante os últimos meses seu interesse em acelerar a saída dos cerca de 2 mil soldados que os EUA têm na Síria, onde se centrou em combater o EI junto com as forças curdas.

O objetivo desta nova força árabe, segundo o jornal, seria seguir trabalhando com as milícias respaldadas pelos EUA para evitar um retorno do grupo terrorista e, ao mesmo tempo, impedir que a zona passe a ser controlada por forças apoiadas pelo Irã.

O fundador da firma militar privado Blackwater, Erik Prince, confirmou ao WSJ que manteve contatos informais com funcionários árabes sobre uma eventual força para a Síria, mas disse que está à espera da decisão de Trump. EFE