Estátua de líder do sul é desmontada no Congresso dos EUA

·1 minuto de leitura
Estátua do comandante-chefe do Exército do Sul, no Capitólio, em Washington, em 11 de junho de 2020

Uma estátua do general sulista Robert Lee, comandante-chefe do Exército dos Estados Confederados, foi desmontada na noite de domingo no Congresso dos Estados Unidos, em Washington.

"Ontem à noite, a Virgínia retirou sua estátua de Robert E. Lee do Capitólio dos Estados Unidos", anunciou o governador democrata do estado, Ralph Northam, chamando o evento de "um passo importante".

"É hora de contarmos nossa história com símbolos de perseverança, diversidade e tolerância", em vez de "racismo e divisão", acrescentou em um comunicado.

Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), o sul confederado conquistou a independência do país e lutou para manter a escravidão, que havia sido abolida no restante do território. Naquela época, Virgínia era a capital do sul.

Desde 1909, a estátua de Robert Lee representava este estado no Capitólio, o coração do Poder Legislativo na América.

Agora, bandeiras e monumentos confederados são vistos como símbolos racistas, embora, para seus apoiadores, representem um simples legado da história do país.

O novo movimento antirracista nos Estados Unidos, desencadeado pela morte do afro-americano George Floyd em maio passado, acelerou o desmantelamento de muitos monumentos dedicados à glória do Exército Confederado, seja por autoridades, seja por manifestantes.

A presidente da Câmara de Representantes, a líder democrata Nancy Pelosi, elogiou a iniciativa, considerando que ajuda a combater "símbolos de ódio no Capitólio e em todo país".

A estátua de Lee deverá ser substituída pela de Barbara Johns, uma ativista afro-americana que lutou pelos direitos humanos.

cjc/seb/yo/gma/jc/tt